Resenha │ Os Pinguins de Madagascar

15.01.2015 │ 20:11

Em 2005 a animação Madagascar foi responsável – depois da franquia Shrek – por dar mais destaque à produtora Dreamworks. Com um grupo de animais, que viveu a vida toda em um zoológico de Nova Iorque, a premissa da animação é colocá-los em situações inusitadas em vários cantos do mundo, comparadas às suas rotinas de animais treinados. Entre o grupo, os coadjuvantes pinguins se destacaram – até mais que o resto do “elenco”- desde o primeiro filme por serem um núcleo de personagens que são uma espécie de pastiche com todo tipo de filme de agente secreto, e nesse caso um grupo bem atrapalhado.
“Os Pinguins de Madagascar” (The Penguins of Madagascar, 2014) segue o mesmo padrão da franquia já conhecida e inclusive tem uma sequência de narrativa típica de personagens em conflito, vilões e o desenrolar de uma aventura cheia de piadas e aprendizado. Afinal é uma animação para crianças, não é? Mas não se deixe enganar pelas piadas aparentemente bobas. Enquanto as crianças riem das desventuras das pequenas aves fofas, os adultos captam piadas que vão de Werner Herzog e seus trejeitos em documentários até breves deixas com músicas típicas dos anos 80 e referências a James Bond.
Dessa vez Capitão, Kowalski, Rico e o jovem Recruta têm que enfrentar o vingativo polvo Dave, com a voz de ninguém menos que John Malkovich. Dave é um dos animais abandonados pelo público no zoológico com a chegada dos pinguins que levavam multidões à adorá-los justamente por sua fofura. E como Dave resolve executar a sua vingança? Nada de mortes! A escolha do polvo é destruir toda a fofura existente nessas aves do Ártico e não vai poupar esforços para executar esse feito. A animação é uma boa oportunidade de dar muitas risadas por conta do anti-heroismo do quarteto de pinguins fofos e destemidos. Mesmo contando com a ajuda dos animais fortes, inteligentes e forjados em gadgets da organização espiã Vento do Norte, os pequenos pinguins se dão bem justamente por serem guiados por seus sentimentos e agirem de forma natural, muitas vezes precipitada e sempre muito criativa.
A Dreamworks mostra capricho nas animações, sempre impossível não ficar impressionado pela qualidade das texturas usadas nos animais, principalmente quando vistos numa tela IMAX. O roteiro é criativo, com piadas pontuais e cheias de referências, ele é bastante enxuto para o atual momento das animações, ou muito exageradas nas reviravoltas ou sem nada para acrescentar, como foi o caso do terceiro filme da franquia Madagascar. Claro, “Os Pinguins de Madagascar” não é nenhum suprassumo da animação se comparado com roteiros inteligentes como “Valente” ou animações mais detalhistas quanto “Como Treinar o seu Dragão” mas é necessário para lembrar como rir de coisas simples é importante em tempos como esses.

Os Pinguins de Madagascar

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