Resenha │ Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

18.11.2010 │ 10:34

Finalmente, depois de quase 10 anos, a série “Harry Potter” chega a adaptação de seu último livro e a conclusão mais que aguardada das histórias do menino bruxo que sobreviveu e luta contra aquele-que-não-deve-ser-nomeado.
Com seis adaptações até aqui (“Pedra Filosofal”, “Câmara Secreta”, “Prisioneiro de Azkaban”, “Cálice de Fogo”, “Ordem da Fênix” e “Enigma do Príncipe”), todas amontoadas para condensar os eventos, a decisão de dividir o ‘tijolo’ “Relíquias da Morte” se mostra bem justificada nessa “Parte 1”.
O ritmo é constante e taciturno. O diretor David Yates (responsável pelos dois filmes anteriores) se mostra contemplativo em uma ameaça crescente ao mundo mágico e ao lado emocional dos personagens principais, agora adultos. Para os puristas, é também uma das adaptações mais próximas ao material original.
Após a morte de Dumbledore no final do capítulo anterior, Voldemort (Ralph Fienes, ótimo como sempre) assegura sua permanência no poder ao atacar e dispersar os partidários de Potter, assim, assumindo o Ministério da Magia. Harry, Rony e Hermione, decidem que não podem voltar para Hogwarts, e sim procurar pelos fragmentos da alma do Lorde das Trevas, que foram escondidos para torná-lo imortal.
No exílio auto-imposto, percorrendo por paisagens ermas, o trio lida desajeitadamente com os sentimentos adolescentes um pelo outro e, ocasionalmente enfrentam assustadores inimigos pelo caminho. É um mundo sinistro que precede a guerra fora de Hogwarts.
O diretor, responsável por toda a fase adulta da série, está no seu melhor, extraindo pequenas sutilezas entre os relacionamentos de todos os personagens, sempre com o elenco estrelar a sua disposição, com destaque para Bill Nighy (que entra e sai, como o novo ministro da magia) e os já conhecidos Alan Rickman (em apenas uma cena com seu Snape) e a ótima Helena Bonham-Carter (com a deliciosamente demente Bellatriz Lestrange).
Com tempo de sobra para construir o humor (embora seja pouco), a ação e o drama, Yates voa alto e apresenta um filme de guerra, permeado por um suspense aterrador em meio à nuances sutis e reais de seus personagens fantasiosos. O que falta em muitos blockbusters por aí.
Claro que é improvável que os não-iniciados na franquia possam ver o filme e morrer de amores. O filme é claramente feito para os milhões de fãs ao redor do mundo, que cresceram acompanhando a saga e sabem de todas as entrelinhas da história. E é essa maioria que, comprará o ingresso, tendo em mente que esse é apenas um ótimo prelúdio para o final épico que se promete para daqui a 8 meses.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

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