Resenha │ Rio 2

27.03.2014 │ 20:50

Como diz a música: o Rio de Janeiro continua lindo, e o visual de “Rio 2”, sequência do longa de 2011, também. Não leva quatro minutos para “Rio 2” se diferenciar totalmente do que o estúdio fez em todos “Era do Gelo”. A floresta atlântica que ainda resta no Rio de Janeiro aparece cheia de papagaios, macacos, cacatuas e tucanos, cantando e dançando um samba em uma sequência colorida de voo.
É a partir daí que o show visual começa. Piadinhas bem colocadas, coloridos de tirar o fôlego e uma animação com texturas que se assemelham ao realismo das melhores paisagens brasileiras. “Rio 2” é, até aqui, o trabalho da Blue Sky com maior possibilidades de ser comparado com o estilo Pixar de ser.
O filme continua cheio de mensagens ecológicas e politicamente corretas. Deixamos a crítica sobre o comércio ilegal de animais de lado, e vemos um pouco sobre o desmatamento ilegal da Amazônia. Passamos ainda por uma jornada existencial de Blu tentando aceitar sua nova situação perante o pai de Jade. Fica aí a única falha do filme. Entrelaçar tudo isso, em meio a alguns números musicais, trouxe uma sensação de urgência e faltou um pouco de desenvolvimento do roteiro para dar uma maior fluidez as passagens das situações.
Mas em tempos de Copa do Mundo, “Rio 2” pode ser usado como um belo cartão de visitas do nosso país. Vamos do Rio à Ouro Preto, passamos por Brasília e Salvador, chegando então à Manaus. Mostramos (mesmo que seja somente em uma animação) que o Brasil não é somente carnaval. Embora os inúmeros musicais ao longo do filme descordem um pouco disso.

Rio 2

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