Resenha │ Simplesmente acontece

05.03.2015 │ 20:19

Simplesmente acontece é uma comédia romântica baseada no livro Love, Rosie, de Cecelia Ahern, mesma autora de PS Eu te amo. Li o livro há alguns anos e até gostaria de dizer que é uma ótima comédia romântica, mas gente, lá vai mais um livro transformado em um filme mediano. Que decepção!
Rosie e Alex são amigos inseparáveis desde os 5 anos, mas aquela faísca sempre esteve presente. Eles fazem planos de ir para a faculdade juntos, mas vai tudo pelo ralo assim que Rosie engravida de um cara da escola que é uma toupeira, mas uma toupeira com um tanquinho e um belo par de olhos azuis. A partir daí, começa uma vida inteira de desencontros – no caso do filme, 12 anos. Ambos passam por momentos difíceis e relacionamentos complicados em suas respectivas vidas, mas nunca conseguem falar o que realmente sentem um pelo outro.
O filme até acerta em algumas sequências engraçadas, como o incidente que é responsável pela gravidez indesejada da moça, mas apela para cenas bizarras, como uma em que a filha presencia um momento à la 50 tons de cinza. O ritmo parece acelerado demais, as músicas boas são cortadas logo quando se está curtindo o momento e a cena, e a fotografia é muito colorida, quase como em clipes dos anos 1990.
Uma história de amor que dura mais de 5 décadas sendo adaptada para o cinema tem uma logística desafiadora, mas não precisa avacalhar e fazer uma comédia exagerada, com músicas tão pops e caídas no desuso que a gente sente vergonha alheia (toca Ragatanga, para você ter uma ideia), e um final sem toda a carga emocional que conseguimos sentir através da história original. Perdeu-se delicadeza e o lindo momento do silêncio, que é tão significativo no livro.
Claro que nem tudo são espinhos. Como pontos positivos, temos uma boa química entre os atores principais, Lilly Collins – a filha do ótimo Phil Collins – e Sam Claflin, o Finn de Jogos Vorazes (e suas covinhas), algumas músicas deliciosas (Peggy Lee! Elton John!) e o cenário deslumbrante da Irlanda. Lilly está muito bem como a heroína estabanada da história (lembra muito a Anne Hathaway na época da Mia Thermopolis) e ela se mostra gente como a gente quando chora, fica com o olho inchado e vermelhão.
Diria que vale a pena ver com as amigas para dar umas risadas e uns suspiros, mas não vale um balde de pipoca, no máximo uma jujubinha rs

Simplesmente acontece

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