Resenha │ Vício Inerente

26.03.2015 │ 12:25

Já imaginou um filme noir misturado com o universo hippie? Essa é a proposta de Vício Inerente. Nele você vê um Joaquim Phoenix absurdamente engraçado interpretando um investigador particular chapado, na investigação do sequestro de um bilionário latifundiário enquanto tenta encontrar sua ex-namorada.
A ambientação é aconchegante e reconhecível. A paranóia e intriga dos filmes dos anos 70 está presente nesta adaptação do romance de Thomas Pynchon, de 2009. Apesar de longo, com seus 149 minutos, o filme carrega na diversão o seu principal ponto favorável. Mas isto se seu humor for negro!
Joaquin Phoenix interpreta Larry, um californiano cabeludo da década de 70, que tem uma casa na praia e um estranho grupo de conhecidos do submundo de Los Angeles. Sua ex-namorada, procurada por Larry, é interpretada por Katherine Waterson. Josh Brolin, Owen Wilson e Reese Witherspoon, completam o elenco de celebridades que toparam entrar nesta produção ao lado do diretor Paul Thomas Anderson, de O Mestre.
Thomas Anderson mostra toda sua direção irreverente criando um mundo setentista cheio de referências estapafúrdias aos filmes da época, onde até mesmo o personagem mais cruel tem tempo para fumar um cigarro e bater-papo sobre o que fazer em seu tempo livre.
O elenco invejável e a direção de arte bem traçada formam a trinca perfeita com as escolhas do diretor, mas as loucuras do filme só te fazem pensar numa viagem de ácido filmada pelo diretor de fotografia Robert Elswit, longo colaborador de Anderson.
Provavelmente, mesmo com a indicação de melhor roteiro adaptado, o filme não se sobressairá no mercado cinematográfico atual devido à fumaça de maconha que exala por seus poros.

Vício Inerente

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