Santa Clarita Diet – 1ª Temporada

04.02.2017 │ 17:28

04.02.2017 │ 17:28

Se você busca uma nova dieta baseada em proteína, a nova série da Netflix, Santa Clarita Diet, vai ser um prato cheio para satisfazer sua fome pelo “gore” e também pela saudade de ver Drew Barrymore no gênero de comédia despretensiosa que ela sempre se encaixou muito bem. A comédia de dez episódios, criada por Victor Fresco, aborda a mitologia dos mortos-vivos de uma maneira nova e empolgante, sem fixar muito a ideia do termo “zumbi”. Sheila (Drew Barrymore) e Joel (Timothy Olyphant) são um casal comum de corretores de imóveis que vivem na pacata cidade de Santa Clarita na Califórnia junto com sua filha Abby (Liv Hewson), até que a personagem de Barrymore se transforma em uma morta-viva e isso muda a dinâmica de toda a família e até dos seus vizinhos, porque ela sente fome de comer pessoas.

Nada mais é do que um pano de fundo drástico para anunciar uma tirada de zona de conforto do casal e ver como eles se saem nessa nova situação, aproveitando todo o humor e riqueza de se contar uma história inusitada. A união do casal é colocada a prova em todo momento e a cumplicidade deles é o que torna a série mais especial. A química entre os protagonistas, que também estão envolvidos na produção atrás das câmeras, é impar e muito boa de se ver. Uma ressalva para o papel de Olyphant, que parece ter nascido para interpretar Joel e fazer parte de uma comédia como essa. Suas inseguranças precisam ser superadas para ele tentar voltar a ter o controle sobre essa família, mas aqui também não há espaço para o sexismo, todas os diálogos são muito bem desenhados para criticar atitudes machistas sem precisar diminuir os homens ou enaltecer as mulheres do elenco de maneira forçada.

Muito sangue, vômitos e matança poderiam não funcionar para Santa Clarita Diet se ela não soubesse a que veio. Uma série muito bem esclarecida que abraça o bizarro e sabe desenvolver seus personagens ao longo dos episódios de maneira descomplicada e natural, além também de ficar cada vez mais engraçada conforme o tempo. O roteiro brinca constantemente com o politicamente correto sem deixá-lo ofensivo e cria uma atmosfera muito interessante entre todos os vizinhos e personagens que começam a entrar na história.

Fazia tempo que o catálogo da Netflix não trazia uma boa obra digna de maratona, com uma história que dá para curtir tranquilamente sem cansar. Essa foi uma bela reunião de elenco que pode trazer vida longa ao programa, sem contar que Barrymore nunca esteve tão à vontade em cena e sua presença ilumina a tela, mesmo que seja cheia de sangue.
Nota:

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