Voando Alto

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31.03.2016

Pouco sofrimento e muita determinação trazem um diferencial para o gênero em "Voando Alto"

Filme do diretor Dexter Fletcher, Voando Alto tem algumas surpresas e detalhes escondidos na trama que parece trazer a velha (mas não menos interessante ou valiosa) história de superação nos esportes.

Eddie Edwards (Taron Egerton) quer apenas uma coisa na vida desde seus 6 anos de idade: ser um atleta olímpico, mas desde lá até seus 22 anos ele sempre ouviu o mesmo discurso desencorajado de que isso não seria possível. É quando ele decide treinar para as competições de inverno que percebe que sem alguma ajuda ele nunca se tornará melhor do que já é. Em uma dessas frustradas tentativas de melhora ele conhece Bronson Peary (Hugh Jackman) um campeão da modalidade que encerrou a carreira sem muita glória. Juntos, eles vão provar que ambos têm mais para mostrar do que todos pensam e conquistar as olimpíadas quebrando recordes e conquistando a nação.

Quem espera ver um tradicional filme de superação vai ficar levemente desapontado, o longa mostra sim uma história sobre enfrentar desafios e nunca desistir, mas sem aquela conhecida carga de sofrimento. Inclusive, há mais humor do que o esperado. Isso porque o próprio Eddie é alguém que encara tudo com uma medida de seriedade e lazer que fazem valer um dos temas que rege os jogos olí­mpicos “o importante é fazer parte”. Mais do que ganhar ele quer estar lá, representar seu país e fazer o seu melhor. E isso sim é motivador, assistir alguém que segue em frente pelo prazer de superar seus próprios limites e atingir novas metas.

A dupla de atores está incrível, depois dessa performance podemos esperar grandes atuações do agora não tão novato Taron Egerton, de Kingsman – Serviço Secreto, e o veterano Hugh Jackman não fica para trás com aquele charme escondido sob um personagem irreverente. Dentre as estreias da semana, essa também é uma ótima pedida.

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Thais Wansaucheki

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