Todo Mundo em Pânico 5 surge como uma tentativa tardia de manter viva uma franquia que já dava sinais claros de esgotamento. Apostando em uma nova dupla protagonista e abandonando figuras centrais dos filmes anteriores, o longa tenta se reinventar ao mirar em sucessos recentes do terror, como Atividade Paranormal, Mama, Sobrenatural e A Morte do Demônio. O problema é que, mais uma vez, a referência substitui a criatividade.
A estrutura segue a mesma lógica dos anteriores: uma sucessão de esquetes frouxamente conectadas, onde a narrativa pouco importa. Aqui, no entanto, essa fragilidade fica ainda mais evidente, já que as piadas raramente encontram um ritmo eficaz. O que antes era caótico, mas ocasionalmente engraçado, agora soa apenas desorganizado e cansativo.

Sem a presença de nomes como Anna Faris ou os irmãos Wayans, o filme perde muito de seu carisma. Ashley Tisdale e Simon Rex até tentam sustentar a proposta, mas o material que recebem é tão fraco que pouco conseguem fazer além de repetir caretas e situações constrangedoras sem impacto cômico real.
O humor aposta pesado no escatológico e no vulgar, mas sem o timing necessário para transformar exagero em riso. Muitas piadas parecem esticadas além do necessário, enquanto outras simplesmente não encontram qualquer efeito. A sensação é de um roteiro que confunde choque com humor, sem entender a diferença entre os dois.
As inúmeras participações especiais também não ajudam. Em vez de agregar valor, surgem como interrupções gratuitas, reforçando a impressão de um filme que tenta compensar sua falta de ideias com rostos conhecidos. Mesmo quando alguma gag parece promissora, ela é rapidamente desperdiçada.

Outro problema é a defasagem das referências. Ao parodiar filmes que já estavam saturados ou até ultrapassados no momento do lançamento, Todo Mundo em Pânico 5 evidencia uma desconexão com o próprio tempo. A sátira perde força quando não dialoga com o presente, tornando-se apenas uma repetição sem propósito.
No fim, o filme funciona como um retrato claro de uma fórmula levada além do limite. Sem inventividade, sem frescor e sem a energia que um dia definiu a franquia, Todo Mundo em Pânico 5 encerra esse ciclo de forma apagada — mais como um eco distante de algo que já foi relevante do que como uma comédia capaz de se sustentar por si só.





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