Vale da Luta

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09.02.2017

"Vale da Luta" sofre um pouco com interpretações clichês, o ponto forte está realmente nas brigas

Vale da Luta foi produzido com um baixíssimo orçamento (4 milhões), e por isso mesmo o filme possui várias das consequências que se espera encontrar nesse tipo de produção independente. Não é preconceito e nem generalização, existem filmes de baixo orçamento que são verdadeiras joias de mercado (Pequena Miss Sunshine e Jogos Mortais), mas Vale da Luta pode não agradar os mais acostumados a grandes produções hollywoodianas.

Com um ar de filme caseiro, Vale da Luta imprime um olhar que beira o amadorismo do diretor Rob Hawk. Alguns podem dizer que não é falta de técnica, é linguagem cinematográfica, é uma escolha estética. Independentemente de ser uma escolha estética ou um problema de amadorismo, a questão é que o estilo incomoda nos primeiros momentos. Mas depois dos primeiros minutos o filme nos envolve com mais facilidade e deixamos de lado a estranheza inicial.

Com um elenco carregado de mulheres, o filme procura mostrar um olhar feminino nas lutas clandestinas e de MMA, mundo dominado pelos homens. Mas mesmo com temas como lesbianismo e feminismo, ficamos com a impressão de que é apenas um filme de homens sobre mulheres. Não por ser dirigido por um, mas pelo fato do filme ser raso em algumas questões que possuem peso e profundidade de discussão.

Com atores e não atores, Vale da Luta sofre um pouco com interpretações clichês, o ponto forte está realmente nas brigas. Com lutadoras reais de MMA (Miesha Tate, Holly Holm e Cris Cyborg) o filme mostra para o que veio: tirar sangue. É muita pancadaria, violência e golpes de boxe e artes marciais. Para quem gosta, o filme é mais do que indicado.

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AUTOR

Viní­cius Gratão

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