O Conde de Monte Cristo

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30.11.2024

"O Conde de Monte Cristo": Uma vingança renovada no cinema francês

O clássico retorna ao local de origem: a nova adaptação de O Conde de Monte Cristo, mostra a história e personagens saídos das páginas de Alexandre Dumas e Auguste Maquet em um novo filme francês repleto de aventura.

Edmond Dantès (Pierre Niney) parece finalmente estar colhendo os frutos de seus anos de dedicação ao trabalho e à família. Ao voltar de uma viagem, ele é feito Capitão do navio de sua companhia, e graças a essa promoção poderá se casar com Mercédès (Anaïs Demoustier). Contudo, infelizmente, ele é envolvido em uma conspiração muito maior do que imagina, e injustamente culpado de crimes que não cometeu. Depois de passar 14 anos preso, ele retorna para se vingar de cada um envolvido no seu aprisionamento.

Será que vale a pena assistir mais uma vez uma história já tão conhecida do público? Afinal, são pelo menos quatro adaptações principais: a primeiro é de 1934, ainda em preto e branco, a segunda de 1975, a terceira de 2002 (talvez uma das mais famosas, ainda que americana) e a mais recente deste ano. Mas a resposta do Quadro Por Quadro é a mesma de quase 11 milhões de espectadores espalhados ao redor do mundo: sim!

Os diretores e roteiristas Matthieu Delaporte e Alexandre De La Patellière souberam trazer O Conde de Monte Cristo à luz das grandes telas com grande habilidade, investindo em diferenças importantes na trama em relação a outras adaptações conhecidas da história, e ainda preservando seus pontos fortes. Ou seja, modernizaram sem perder a essência.

O cenário está lindo, é amplamente aproveitado no filme, assim como a caracterização dos personagens, o que não poderia ser diferente, considerando que este é o longa francês mais caro do ano, com 42,9 milhões de euros investidos na produção. Embora algumas cenas tenham pequenos errinhos ou falhem minimamente em mostrar alguns “comos e porquês”, o enredo é divertido, intrigante e vai fazer o espectador ficar de olho nas reviravoltas até a última cena. Nada mal para um estreante no Festival de Cannes que foi ovacionado por quase 11 minutos ao final de sua exibição. Grande destaque também para os atores, que parecem orgulhosos de seus papéis e por darem vida a personagens conterrâneos. Com certeza ótimas atuações estão por vir na carreira de todo elenco.

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AUTOR

Thais Wansaucheki

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