Mars Express é um a animação ambientada no século 23 que propõem muito mais do que um vislumbre do futuro. O diretor Jérémie Périn, que também participou da roteirização do longa juntamente com Laurent Sarfati, conseguiu criar uma atmosfera incrivelmente imersiva, capaz de prender o espectador do começo ao fim da história.

Aline Ruby é uma detetive particular conhecida por sua perseverança. Ao lado de seu parceiro Carlos Rivera, o android que já foi humano, eles começam a investigar um assassinato. Mal a investigação começa, fica claro que uma conspiração muito maior, envolvendo humanos e robôs, está em andamento, mas só no último segundo todas as respostas são reveladas com seus verdadeiros arquitetos e executores.
Imagine assistir uma trama construída em um cenário tão bem detalhado, que a cada cena pensamos “isso com certeza vai se tornar realidade em poucos anos”: é isso que acontece em Mars Express. O contexto é futurista, a história se passa em 2200, mas ao mesmo tempo não parece assim tão distante. O lado sci-fi da história está mais focado nas facilidades que a tecnologia dessa época vai trazer para a vida humana, tanto no sentido do que será possível fazer, mas principalmente, em relação aquilo que não será mais necessário fazer, seja afivelar manualmente o cinto de segurança, ou se preocupar em viajar da Terra para Marte.

Agora, falando do enredo em si, ele ganha nossa atenção pela sua simplicidade. Acontece no futuro? Sim. Poderia acontecer agora? Com certeza! Ao mesmo tempo que é ligeiramente decepcionante pensar que os problemas só vão mudar de instância, existe um certo conforto em ver que o futuro não é tão desconhecido e inédito, que será possível navegar por ele sem desespero constante.
Por último, Marx Express nos mostra que o espaço já não é a fronteira final para ninguém. Os humanos estão à beira da descoberta de como tornar sua exploração mais possível, e os robôs, só estão esperando a vez deles.





