Sombras no Deserto é um terror/drama/fantasia com elementos históricos e com direção e roteiro de Lotfy Nathan.
A história sombria de uma família (o Carpinteiro, sua esposa e “o Menino”) escondida no Egito Romano. O Menino é influenciado por uma criança misteriosa a se rebelar contra seu guardião, o Carpinteiro, revelando poderes inerentes e um destino além de sua compreensão. Ao exercer seu próprio poder, ele e sua família se tornam alvos de horrores, naturais e divinos. O filme é inspirado no evangelho apócrifo Pseudo-Tomé.

No elenco temos Nicolas Cage (como O Carpinteiro), Noah Jupe (como O Menino) e FKA twigs (como A Esposa).
A execução da ideia (um terror bíblico focado na juventude de Jesus) é um fracasso. O filme é tedioso e sem graça, um curioso desacerto, que falha em entregar o que se espera de suas características, apesar de prender a atenção de forma estranha.
O filme tem uma abordagem ousada e perturbadora, inspirada no evangelho apócrifo Pseudo-Tomé, que explora um período pouco retratado da adolescência de Jesus. O próprio diretor, Lotfy Nathan, o define como um “thriller sobrenatural” e terror existencial/teológico.

A performance de Nicolas Cage como “O Carpinteiro” (José) se destaca ao equilibrar intensidade e vulnerabilidade, resultando em uma presença magnética na tela. FKA Twigs também merece elogios por sua atuação delicada, mas poderosa como a mãe (Maria), sendo o elo emocional da família.
O filme é ousado ao misturar horror existencial e drama teológico, buscando provocar reflexão e medo com uma fotografia que remete à aridez e ao isolamento do deserto.
Em resumo, enquanto a premissa e o elenco são bons, infelizmente a qualidade cinematográfica e narrativa deixam a desejar.







