O tempo é um ladrão sorrateiro, mas Pasqualina, aos 91 anos, decide enfrentá-lo de peito aberto. Interpretada por Rosamaria Murtinho, É Tempo de Amoras é um filme sobre esperança e remorso.

Pasqualina decide fugir da casa de repouso onde mora a fim de procurar um amor do passado. Nessa jornada, depara-se com a vida que não teve: seu antigo companheiro vive cercado de afeto e descendentes, enquanto ela se vê solitária.
O choque amargo abala as certezas que tinha sobre a aventura em que embarcou. Um encontro com o passado que prometia intimidar, é ressignificado por um encontro do acaso que faz nascer uma nova esperança.

Essa nova esperança tem nome: Petrolina, interpretada por Analu Reis, uma criança que sente falta da presença dos avós, e seu amigo companheiro Zezinho, interpretado por Rafael Pereira. A amizade intergeracional confronta a visão de Pasqualina sobre a vida, enquanto Pety vê nela a oportunidade de ter a figura de avó que tanto deseja.
A direção de Anahí Borges é sensível e escolhe a simplicidade como linguagem para transmitir a força e essencialidade dos laços humanos. Com calma e movimento, as imagens revelam, nas entrelinhas, o que há de tão significativo nas pequenas histórias.








