“Arrasada pela morte de Shiloh, Jax encontra em Luce uma amiga para superar seus medos, seguindo os passos de sua falecida irmã.”
Escrito por Jonathan Frank e Scott Mann, dirigido pelos Irmãos Spierig, com cinematografia de Andrew Strahorn, trilha sonora de Tim Despic, e estrelado por Harriet Slater, Arsema Thomas, Tom Brittney, e Virginia Gardner, A Queda 2 é uma sequência eletrizante e vertiginosa, mas será que “cai” bem no gosto do público?
Habitantes dos cantos escuros da internet, sejam bem-vindos a uma paralisante crítica à beira de um penhasco íngreme e gigantesco.
Após o falecimento de sua irmã mais velha, – Shiloh, uma caçadora de adrenalina que encontrou o seu fim nos acontecimentos do filme anterior – Jax tenta dar continuidade a sua vida em meio às saudades, fortes emoções negativas e o arrependimento de como havia deixado as coisas entre elas. Durante a venda do carro da irmã para sua amiga Luce, elas encontram um diário das aventuras passadas e futuras de Shiloh, e durante a conversa, surge a ideia de superar os medos e as dores do passado, trilhando o mesmo caminho aventureiro.

A Queda 2 supera o filme original em alguns aspectos, como por exemplo na questão visual, já que explora um pouco as belíssimas paisagens tropicais. Além disso, os efeitos visuais são muito críveis, proporcionando a sensação de que as protagonistas estão mesmo isoladas no imenso paredão rochoso. Assim como na imersão, já que o filme parece uma panela de pressão pronta para explodir, e por fim, e não menos importante, na montanha-russa de emoções, já que o filme é tenso quase o tempo todo, chegando a proporcionar dor física.
Narrativamente falando, existem alguns deslizes. As construções, de maneira geral, são metódicas, no entanto, a título de exemplo, existem quatro momentos em que a protagonista passa pela situação “de voltar atrás”, ou de não seguir em frente com a escalada ilegal, e isso me incomodou demais, sendo que, tanto em sua narrativa quanto visualmente, poderiam ter trabalhado esse aspecto de uma maneira mais definitiva, parecendo que a “indecisão” fica mais por conta do roteiro do que pela personagem em si.
Se não fossem algumas soluções muito infantis ou irreais para dar sequência à história, ou convenientes demais para serem convincentes, certamente seria um dos melhores filmes do ano. Em alguns momentos essas resoluções, por mais que de alguma forma estejam ancoradas no roteiro, são pueris e tiram o espectador da imersão.

Mesmo apresentando motivos para uma nota menor por não alcançar o mesmo impacto em sua construção narrativa, é evidente o quão eletrizante A Queda 2: No Limite é, proporcionando fortes momentos de suspense, tensão e expectativa, pois entende o que faz o espectador ficar grudado na poltrona do cinema: colocá-lo diante da imensidão, do vazio, em meio à luta pela sobrevivência.
Como um último adendo, esse filme não é recomendado para quem tem medo ou aversão a alturas.








