Mente Criminosa

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14.04.2016

A história de Mente Criminosa começa com um ritmo empolgante, com Ryan Reynolds (Deadpool) interpretando Bill Pope, um agente da CIA em Londres no meio de uma transação ultrassecreta em que ele precisava entregar uma mala cheia de dinheiro (sempre, né) para um cara chamado pelo codinome “O Holandês” (The Dutchman). Ele está falando ao telefone com a mulher, Jill Pope (Gal Gadot, a Mulher Maravilha) e a filha, Emma Pope (Lara Decaro), quando algo dá errado na transação. Com seus movimentos sendo vigiados na sede pelo chefe Quaker Wells (Gary Oldman), Pope se depara com pessoas suspeitas o seguindo e presumivelmente some do radar do chefe para depois reaparecer sem a mala de dinheiro.
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Basicamente, os malvados levam a melhor nesse primeiro segmento e Pope morre. Mas aí é que começa a história de verdade. O plano da CIA é fazer uma cirurgia digna de ficção científica onde o corpo e o cérebro de um candidato vira um receptáculo da mente de Pope. Sim, eles basicamente transferem a mente de Pope pro candidato “perfeito”. O protagonista, vivido por Kevin Costner, é Jericho Stewart, um detento extremamente perigoso, psicopata, que não sente nada, remorso, culpa, nada, e, portanto, um candidato terrível para uma operação dessas, porém o único com uma condição rara o suficiente para ser apto à cirurgia e transferência de mentes e lembranças – tudo isso para saber onde está a bendita mala e o tal do holandês.
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Até aí tudo bem, o filme poderia ser muito bom. Mas a trama se perde com um chefe como o Quaker, de uma agência respeitável feito a CIA, que em vez de agir com seriedade e sangue frio, vive berrando com todos à sua volta. Depois, temos Tommy Lee Jones mal utilizado, pois ele é o cirurgião por trás da operação e depois disso não tem muita utilidade no filme, fica lá perambulando com olhinhos tristes e piedosos. E assim que a troca de cérebros é feita, Jericho sai tocando o terror pela cidade, mostrando que o detento é barra pesada, pra depois ilustrar que ele não pode fazer nada com Jill Pope porque as memórias de Bill estão em seu cérebro e, assim, Jericho começa a sentir……. carinho, piedade, amor, sentimentos nobres e normais que até então nunca havia sentido.
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Nada como um bom suspense policial com um fundo de ficção científica. Uma pena que este promete mais do que cumpre. Ele tem elementos ótimos, como uma trilha estimulante, boas atuações por parte do elenco, perseguições, todo o pacote “Missão Impossível”. Mas o suspense não está a altura, é bem previsível, e os vilões são tão…… puramente vilanescos que fica até sem graça.
Nota:

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Marcela Sachini

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