A Série Divergente: Convergente

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10.03.2016

Seguindo a tendência que divide em dois filmes os últimos livros de séries adaptadas, chega aos cinemas o começo da conclusão de A Série Divergente: Convergente. Natural das sequências, o longa não é o melhor dos três filmes, mas mostra uma história interessante com um desfecho que, pelo que se espera, promete um “final feliz”.
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Após ouvir a mensagem deixada pelos Fundadores, os habitantes de Chicago pretendem descobrir o que se esconde além dos muros da cidade. Como se não bastasse a opressão das facções, nesse momento de liberdade uma nova líder surge para oprimir a população com novos ideais. Evelyn (Naomi Watts) quer que todos parem para pensar o que exatamente eles podem encontrar atrás do muro e por isso mantém todos entretidos com julgamentos e execuções. A desordem está instaurada quando Tris (Shailene Woodley) e Four (Theo James) se unem a um grupo determinado a transpor os muros. Quando descobrem a civilização escondida atrás de paredes invisíveis e dona de uma tecnologia extremamente avançada, eles percebem que tudo o que conhecem foi apenas uma experiência, quase um jogo. Agora, para evitar que seu lar seja destruído, eles precisaram decidir quais princípios devem ser considerados como guia e talvez ocupar o lugar de líderes.
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Para os fãs da série ou dos atores principais, os elementos apresentados no longa são satisfatórios. A história está lá, mas falta algo que capte o resto do público. O argumento de revolta social e identidade que rege toda a discussão do filme se perde um pouco quando os personagens transpõem o muro, pois eles perdem o controle sobre aquilo que julgavam ter conquistado ainda a pouco: seu direito de escolha e individualidade. Ao mesmo tempo em que essa perda acontece indicando uma nova reviravolta, com base nas mesmas justificativas usadas desde o começo da série contra os opressores, eles retomam o controle muito rapidamente. Essa confusão faz a história perder um pouco o ritmo.
Pode-se dizer, no entanto, que a atuação de Miles Teller, que interpreta o personagem Peter, é um grande destaque do filme. Mesmo que ele contribua para as tantas reviravoltas na história com um personagem que está o tempo todo contribuindo para uma ou outra causa, é sempre interessante encontrar alguém que mexe com a torcida do público, seja contra ou a favor.
Nota:

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AUTOR

Thais Wansaucheki

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