Anaconda

(2025) ‧ 1h39

20.12.2025

Quando a serpente vira piada: "Anaconda" troca o medo pela galhofa autoconsciente

O novo filme Anaconda, que estreou nos cinemas brasileiros marca uma mudança drástica de tom em relação ao original de 1997. Estrelando Jack Black, Paul Rudd e o brasileiro Selton Mello, a produção é uma comédia de ação autoconsciente (ou meta-reboot) que abraça o estilo “terrir”.

A trama acompanha um grupo de amigos (liderados pelos personagens de Black e Rudd) que tenta filmar um remake de Anaconda na Amazônia, mas acaba encontrando uma cobra real.

O filme não tenta ser um terror sério. Em vez disso, ele parodia o clássico original e a própria indústria de Hollywood. É o tipo de filme para “desligar o cérebro”. Ele diverte justamente por não se levar a sério.

Um dos pontos altos é a performance de Selton Mello em sua estreia em grandes produções de Hollywood. Ele interpreta Carlos Santiago, um cuidador de animais excêntrico. Mesmo em um filme que beira o “constrangedor” proposital, Selton se destaca pelo carisma e por evitar estereótipos ofensivos, consolidando sua carreira internacional.

Assim como no filme de 1997, os efeitos da serpente continuam sendo um ponto de discussão. Ela parece falsa de propósito para manter o clima de galhofa, a produção poderia ter caprichado mais no CGI.

Embora traga elementos da cultura brasileira, o filme não foi inteiramente filmado no Brasil, embora a referência à Amazônia seja central.

Resumindo, Anaconda é divertido, despretensioso e autoconsciente, trocando o terror pelo riso de forma eficaz. As piadas nem sempre acertam e a química do elenco oscila, mesmo assim vale a pena ver nosso Selton Mello em uma grande produção hollywoodiana.

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AUTOR

Ricardo Feldmann Dotto

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