Anônimo 2

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“Anônimo 2”: Pancadaria, humor ácido e mais do mesmo

Uma coisa posso dizer, Anônimo 2, do diretor Timo Tjahjanto, entrega o que promete: mais ação, mais violência estilizada de forma eficaz e o carisma de Bob Odenkirk, sem perder o humor ácido que caracterizou o original.

O filme, que é a sequência do sucesso de 2021, retoma a história de Hutch Mansell quatro anos após os eventos do primeiro filme, um ex-assassino que tenta levar uma vida normal. A diferença é que, desta vez, não há mais o fator surpresa do primeiro filme. Todos já sabem do que ele é capaz.

No enredo, o assassino workaholic Hutch Mansell leva sua família para umas férias muito necessárias em um parque aquático na pequena cidade turística de Plummerville, buscando momentos de união e descanso. No entanto, ele logo se vê na mira de um operador corrupto de parque temático, um xerife suspeito e um chefe do crime sanguinário.

As cenas de ação são super intensas, bem coreografadas e muitas vezes exageradas de forma proposital, o que as torna divertidas. A mistura de pancadaria com comédia física e violência estilizada, um estilo já conhecido de Odenkirk, é um dos destaques. O contraste entre a rotina familiar e o caos das lutas reforça o tom cômico e absurdo do filme, tornando cada cena de ação uma sequência eletrizante.

Do começo ao fim, o longa deixa o espectador atordoado, com uma aventura selvagem, sangrenta e incrivelmente maluca que não para. O produtor de John Wick sabia o que estava fazendo, com fogos de artifício e energia cheia de ação explodindo na tela. É como se as férias de verão da National Lampoon encontrassem John Wick. A franquia é inevitavelmente comparada a John Wick, já que o roteirista é o mesmo, tanto que talvez até funcionaria um crossover. Mas Anônimo 2 tem um tom mais leve e cômico do que a saga de Keanu Reeves, que é mais sombria.

O icônico Christopher Lloyd, como o pai é excelente e Sharon Stone interpretando o vilão também foi uma surpresa divertida. A química entre todos os personagens é convincente e contribui para que o espectador se conecte com a história mesmo nos momentos mais exagerados.

No entanto, poderia dizer que o ponto fraco da película é a falta de novidade, pois o filme segue a mesma fórmula do primeiro e não inova, o que pode fazer com que pareça repetitivo. A ausência do fator “surpresa” é definitivamente um ponto que o impede de ser tão empolgante quanto o original.

Em resumo, se você gostou do primeiro Anônimo e busca um filme de ação puro, com sequências de luta bem feitas, coreografia impressionante, timing cômico afiado e um bom toque de humor ácido, a sequência provavelmente vai te agradar. Entretanto, se você espera algo totalmente novo e diferente, talvez se decepcione um pouco com a falta de inovações na trama. No final, ainda temos pistas cruciais que preparam o terreno para Anônimo 3

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