Antes de Dormir

22.01.2015 │ 19:05

22.01.2015 │ 19:05

“Antes de Dormir” tem um cenário inverossímil mas que transforma-o em um thriller que podia ter sido feito nos anos 60. E deveria, se Hitchcock aceitasse dirigir!
Christine (Nicole Kidman) acorda todas as manhãs achando que ainda encontra-se na casa dos 20 anos de idade, mas na verdade está com 40. Um traumático acidente, uma década atrás, a deixou com amnésia crônica e todos os dias ela precisa reaprender quem ela é.
Felizmente, seu marido Ben (Colin Firth, repetindo a parceria com Kidman, de Uma Longa Viagem) coloca fotos e lembretes de sua vida que a direcionam ao longo do seu dia. O que Ben não sabe é que Christine também começou a ver um psiquiatra, Dr. Nasch (Mark Strong), que supostamente a está ajudando a obter sua memória de volta.
Todos os dias, quando Ben sai para o trabalho, Dr. Nasch liga para Christine e dirige-a a uma câmera de vídeo, que ela está mantendo escondida, na qual registra vídeos com fatos, medos e dúvidas que têm surgido nos dias anteriores.
Logo, ela começa a descobrir fatos sobre o suposto acidente. Ben tem explicações para todas elas e Christine começa a se ver atraída pelo Dr. Nasch e isso acaba por torna-los suspeitos. É como acordar, todos os dias, com sua vida sendo narrada por dois homens que você não pode confiar inteiramente.
Neste quesito, o diretor Rowan Joffe dirige a história rumo às revelações inevitáveis, com uma sensação de tensão que não combina muito em um mundo onde todos tem celulares e tecnologia. Hitchcock teria mais sorte se a trama ocorresse na década de 60.
Em tempos de suspenses sem nenhum apelo e sem nenhum suspense, “Depois de Dormir” ainda se sai bem. Resumindo, não é um Hitchcock, mas também serve!

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