No mundo saturado de franquias inchadas e ação digitalizada sem peso, este filme reafirma que é possível unir brutalidade estilizada com densidade emocional. O que começa como um thriller de vingança se aprofunda em uma narrativa sobre lealdade, honra e o custo...
Filme bom, pra mim, tem que ter ação e motivo. Pode até ter explosão e perseguição, mas o que me prende mesmo é a motivação do personagem — o que move aquele cara a fazer tudo aquilo? Justiça, honra ou uma vingança — “Grant me the revenge!” — são ótimas motivações. Sempre fui fã do Rambo, e não é (só) pela faquinha ou pelas armadilhas na floresta. É pelo sofrimento de quem passou pelos horrores da guerra e voltou pra uma terra que não o quer mais. E isso diz muito.
Escrevo pro Quadro por Quadro tentando mostrar que filme de ação também tem alma. Que por trás de cada soco bem dado tem um passado mal resolvido, uma perda, uma escolha difícil. Não é só porrada por porrada — é catarse, é dilema moral com testosterona e trilha épica ao fundo. E a trilha sonora é um personagem à parte — muitas delas, memoráveis.
Ir ao cinema? Vou, claro. Mas tem que valer muito a pena. Porque meu sofá confortável, minha pipoca com a medida exata de sal e o poder de pausar pra pensar numa cena, não tem preço. E sim, eu me emociono — porque quando entra amizade verdadeira, ou quando a justiça finalmente dá as caras... aí não tem jeito: a emoção transborda as pálpebras mesmo.
Abaixo você encontra todas as resenhas e artigos de Daniel Cazaes de Sousa:
John Wick: De Volta ao Jogo
Na era dos blockbusters genéricos e das franquias recicladas, é raro encontrar um filme de ação que saiba equilibrar violência estilizada com emoção genuína. Mas aqui está ele — uma história de dor, perda e redenção armada, centrada em um protagonista tão letal quanto...


