Ava

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18.01.2018

“Ava” mostra que a intensidade dos sentimentos pode ser algo poderoso

A intensidade daquilo que sentimos pode ser algo muito poderoso e nos levar a trilhar caminhos inimagináveis. O filme Ava, que compõem a sessão Hit The Road no My French Film Festival 2018, mostra uma parte desses caminhos.

Ava é uma menina de 13 anos que no início das férias de verão descobre que está perdendo a capacidade de enxergar. O diagnóstico entristece muito sua mãe, que quer garantir que ela tenha o melhor verão de sua vida. Ava, por si só uma adolescente tão revoltada e à beira de novas descobertas quanto a idade permite, acaba se envolvendo em uma série de acontecimentos que desafiam a autoridade de sua mãe, da polícia, e seus próprios limites, tudo para talvez deixar registrado que algumas coisas ainda estão sob seu controle, que ainda é ela quem decide o desfecho.

De todas as qualidades do filme, a que mais se destaca é sua capacidade de surpreender o espectador. A trama está bem construída, os personagens conduzem bem o enredo, os cenários são lindos e completam os dramas da narrativa, e no meio desses elementos algumas cenas chegam para desestabilizar a continuidade, exatamente como a essência da história propõem: no meio de um verão maravilhoso uma notícia muda o curso de tudo para sempre, o que podia ser apenas uma fase da adolescência se revela algo muito mais profundo, que não vai permitir que a vida seja vivida da mesma forma.

Outro destaque é para a jovem atriz que interpreta a personagem principal, Noée Abita. Apesar de ser na realidade mais velha do que Ava ela transmitiu uma postura, um olhar, um ritmo de fala que caracterizaram muito bem a menina. Sem dúvida mais um para a lista de longas imperdíveis do Festival.

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AUTOR

Thais Wansaucheki

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