Bata Antes de Entrar

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07.10.2015

E, pra variar um pouquinho, temos lançamento de terror esta semana. (Eu, reclamando? Ha! Longe de mim… por mim, tinha todo dia!) Mas este aqui é diferente… estávamos ansiosos pra ver este filme (eu, você, o fã-clube do Keanu Reeves e a torcida do Mengo), promessa de sucesso por diversas razões, mas a principal sendo a direção de Eli Roth. Por quê, você me pergunta? Só porque o cara tá envolvido desde sempre com filmes, séries, curtas, tudo relacionado a terror. E isso engloba direção, roteiro, produção, you name it! Ele tem muitos dedos em Cabana do Inferno (2002), (the fucking great) O Albergue (2005 e 2007), O Palhaço e Canibais (ambos ainda inéditos no Brasil e sem data de estreia, pra variar). Então o que esperar de Bata Antes de Entrar? Esse é o problema: esperamos tudo. E eu, pelo menos, obtive muito pouco.

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O filme começa com uma família de comercial de margarina, feliz, sorridente, em um dia de sol (claro). Aí a esposa e os dois pimpolhos aproveitam o feriado e se mandam pra praia enquanto papis, Evan Webber (Keanu Reeves), fica em casa trabalhando (ele tem uma impressora 3D e está trabalhando em uma maquete incrível, precisava botar isso pra fora do peito!). Na calada da noite, duas pivetas, Genesis (Lorenza Izzo) e Bel (Ana de Armas), batem à porta de Evan, encharcadas por causa da chuva, e convencem o cara de que precisam entrar e usar o telefone, depois precisam se secar e, apesar da resistência do bom marido, logo ele está nos braços das gurias, curtindo um ménage à trois. Ok, ok, o cara cometeu uma cagada, basta secar as toalhas molhadas, dar uma arrumada na cama e ninguém vai perceber nada. Mas ha!, este é um filme de terror, bem-vindo a um pesadelo horroroso, com duras malucas mantendo um pobre marido suburbano como refém.

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A ideia é boa, o filme até que começa bem (apesar de Genesis e Bel serem incrivelmente irritantes desde o começo – se bem que o Keanu tá tão bobo neste papel que também está irritante), mas descamba. Descamba por não ter um roteiro que sustente a história. Aí você fala, “pô, não precisa segurar história, o lance é que as minas são maluca, meu”. Tá, mas em filmes de terror, até a loucura precisa de algum fundamento. E quando o filme parece que vai esclarecer algumas coisas sobre as duas, ele cai na mesmice (de vamos maltratar este cara, blá blá blá) e não ajuda em nada. E violência por violência, melhor ficar com Violência Gratuita (2007), que convence e te deixa com os olhos grudados na tela 100% do tempo. E ainda te explica um par de coisas.

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Agora, pensando no filme e tentando organizar minhas ideias pra colocar alguma coisa mais concreta aqui nesta resenha, tudo que me vem à mente foi a puta raiva que senti durante o filme todo. Se não eram os gritinhos estridentes das duas, era a firmeza do Evan (sqn, o cara era um banana, grrrrrr). E Eli Roth tenta jogar com humor negro, mas àquela altura você está tão puto que nada mais funciona. E aí o caos é reinante, e você só reza pra uma bomba cair naquela casa e os três pararem com esses joguinhos ridículos, ou então a luz do cinema acender dizendo que o filme acabou.

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Bom, vamos esperar que O Palhaço e Canibais sejam incríveis, pra limpar a visão deste filme da nossa mente. Oremos.

Nota:

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AUTOR

Melissa Correa

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