Caminhando Com Dinossauros

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29.01.2014

A animação de “Caminhando com Dinossauros” é extremamente bem feita

Em 1999 a rede inglesa BBC deu ínicio a uma uma premiada série, misturando locações reais e CGI, para retratar os períodos em que os dinossauros dominavam o planeta. Partindo de uma ideia imersa em aventura e informação, a série foi ganhando maior uso de tecnologias e adaptações para várias faixas etárias até ganhar o longa animado e voltado para o público infantil, “Caminhando com Dinossauros”, dirigido por Barry Cook e Neil Nightingale.

Em ‘Caminhando com Dinossauros’ somos levados a acompanhar as aventuras de Patchi, um paquirinossauro que já nasceu com várias diferenças em relação ao seus irmãos. Patchi não é muito seguro de si e acha um tanto desnecessários os rituais de dominação da espécie e sobrevivência. Mas não há muito o que se fazer quando se vive no fim da era Cretácea onde a lei da cadeia alimentar não poupa nem mesmo os inofensivos herbívoros.

O enredo do longa é a velha trama de ascendência de um anti-herói rumo a sua descoberta de que sim, ele consegue chegar ao topo. Patchi, juntamente com seu irmão Juniper e sua amiga-futura-namorada Jade, vai viver aventuras que vão marcar a transição para a vida adulta de paquirinossauro. Isso tudo é tratado de uma forma bem simples e informativa, bem voltado ao público infantil, o que pode deixar alguns adultos desavisados um tanto chateados pelo conteúdo e diálogos cheios de explicações para que a criançada se interesse pelo universo dos dinossauros.

A animação de “Caminhando com Dinossauros” é extremamente bem feita, mas o selo de 3D não a qualifica para melhor, como boa parte dos longas animados dos últimos anos, não tornando a sessão uma experiência tão sensacional em três dimensões. Os dinossauros são bem caracterizados e as paisagens do período não deixam nada a desejar, dando uma sensação de realmente estarmos a par das aventuras de milhões de anos atrás.

Para quem vai ao cinema ver ‘Caminhando com Dinossauros’, vale ressaltar que o estilo do longa é reproduzir os tons informativos da série produzida, mesmo com enredo e boas animações o longa está longe de grandes elaborações como as animações de grandes estúdios de entretenimento como Pixar ou Dreamworks. De qualquer forma, é uma boa pedida para a criançada variar o cardápio de princesas e reinos que muitas vezes são tão bem feitos mas extremamente vazios de identidade e conteúdo.

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AUTOR

Emanuela Siqueira

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