Drop: Ameaça Anônima

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03.04.2025

Recebendo uma mensagem "Drop"... Recusar ou aceitar?

“Uma mãe viúva decide ir a um primeiro encontro no luxuoso restaurante PALATE, no topo de um arranha-céu, no entanto, a noite toma um rumo assustador quando ameaças sinistras vindas de um remetente misterioso próximo a ela começam a cair em sua caixa de entrada”.

Habitantes dos cantos vertiginosos da internet, sejam todos muito bem vindos a mais uma crítica “memética” nas alturas, aqui no Quadro por Quadro.

Drop: Ameaça Anônima é o novo filme da Blumhouse Productions e Platinum Dunes, sendo co-escrito por Jillian Jacobs e Chris Roach, e dirigido por Christopher Landon. – Conhecido por dirigir e escrever várias entradas de Atividade Paranormal, filmes satíricos, e que misturam comédia ao horror – O nome e inspiração principal da obra vem do “AirDrop”, uma funcionalidade do iPhone que permite aos usuários enviar mensagens e imagens para dispositivos dentro de um curto raio de proximidade.

É um ótimo suspense psicológico que sabe trabalhar bem situações inusitadas sem quebrar a “suspensão de descrença”, nos deixa apreensivos, imersos na antecipação, e que para além disso tudo, ainda nos apresenta temas bastante atuais como violência doméstica, traumas psicológicos, relacionamentos amorosos, a importância da família, e também como a tecnologia nos entrelaça: Podendo ser utilizada para fins benéficos, como estar em contato em tempo real com a sua casa e família, ou fins sinistros, como ser vítima de pegadinhas, perseguição, e uma trama perturbadora iniciada por uma “Ameaça Anônima”.

Inicialmente acompanhamos a noite de Violet, – Interpretada por Meghann Fahy (The White Lotus) – uma mãe solteira que após viver um evento traumático sente dificuldade em se relacionar amorosamente, e que finalmente, após um bom tempo, irá ter seu “primeiro encontro” com Henry, – Interpretado por Brandon Sklenar (É Assim que Acaba) – o qual conheceu em um aplicativo de relacionamentos, mas não sem antes deixar seu pequeno Toby aos cuidados de sua irmã Jen – Interpretada por Violett Beane (The Flash).

Após trombar com um personagem ao chegar no restaurante a protagonista começa a receber mensagens esquisitas pelo “Drop”, memes com mensagens perturbadoras, que persistem até o momento chave em que ela percebe que está sendo chantageada e ameaçada, enquanto sua família, em casa, está sendo feita de refém.

Enfim, todos devidamente situados, – inclusive essas são informações contidas no trailer – vamos as minhas considerações.

De maneira geral a obra surpreende, te mantém preso por quase toda a exibição, mexe com suas emoções, tem uma história interessante, temas atuais, é bem escrita, produzida e executada, exceto… Pelo final. Estava indo tudo muito bem tirando um acontecimento alí no meio da história, no entanto, os momentos finais ficaram realmente aquém de todo o restante. Não me leve a mal, o filme não é ruim, pelo contrário, é praticamente só ponto positivo o tempo todo, mas, as cenas de ação resultando da resolução do problema central, são decepcionantes.

Eu sei, comecei pelo ponto negativo, mas, tenho certeza que quem assistir vai ter um ótimo entretenimento, já que:

  • As atuações são muito boas. Em certos momentos os atores se entregam bem até demais.
  • A história é toda amarradinha, faz o espectador pensar, e também vai encaixando os acontecimentos aos poucos sem revelar demais ou antes do necessário.
  • Os temas relacionados ao uso moderno da tecnologia e as relações interpessoais são bem apresentados.
  • Em alguns momentos nos faz lembrar do jogo “Detetive” (Clue) em que todos são suspeitos, e o real vilão pode estar ao seu lado.
  • O cenário do Restaurante é simplesmente deslumbrante.
  • A fotografia e a direção são bem pensadas e conduzidas.
  • Certamente supera a expectativa de quem tem acompanhado os últimos lançamentos da Blumhouse, além de também ser um filme de relativo baixo orçamento.

Sendo assim, pela minha avaliação, dou uma nota 4 de 5.

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Pedro Fonseca

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