Noboru tem 10 anos e uma tarefa de casa clássica: escrever a história de sua família. O que começa como algo simples se transforma em um mergulho nas próprias origens, quando ele passa alguns dias com o avô e descobre muito mais do que nomes e datas, mas também sobre quem é.
Baseado no livro Nihonjin, de Oscar Nakasato, vencedor do Prêmio Jabuti em 2012, Eu e Meu Avô Nihonjin é um filme sobre pertencimento, herança e amor. É sobre o encontro entre gerações, e o quanto as memórias de quem veio antes moldam o que somos hoje.

Entre conversas e lembranças, o filme revela a força e as feridas deixadas pela processo de imigração. Mostra com delicadeza o impacto das lavouras de café, as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes e as marcas invisíveis que atravessam o tempo, de quem partiu, de quem ficou e de quem nasceu entre dois mundos.
O roteiro é singelo, mas repleto de detalhes. Através da relação entre avô e neto, o filme fala sobre empatia, união e as diferenças que nos aproximam. É uma narrativa sobre memória, sobre o esforço e a beleza de conciliar duas culturas, dois modos de ver o mundo.

Na estética, essa fusão também é bem perceptível. A animação combina traços que lembram tanto o anime quanto o estilo brasileiro, o que cria um resultado visual que reflete perfeitamente a mistura cultural da história.
Eu e Meu Avô Nihonjin é uma obra emocionante e querida. Um filme que celebra o poder das origens e das histórias contadas em voz baixa, por avôs e avós, aquelas que, de geração em geração, ajudam a determinar o que somos e o que ainda seremos.







