Kingsman: O Círculo Dourado

"Kingsman: O Círculo Dourado" é mais do mesmo, mas é exatamente o que se queria

28.09.2017 │ 09:29

28.09.2017 │ 09:29

"Kingsman: O Círculo Dourado" é mais do mesmo, mas é exatamente o que se queria

Parece existir uma convenção de que sequências precisam obrigatoriamente superar seus originais, mas isso não necessariamente tem que acontecer. Kingsman: O Círculo Dourado, sequência do sucesso de 2015 (leia sobre ele aqui), não supera seu original, mas entrega mais do mesmo, e é exatamente o que queríamos ver.

No filme, um súbito e grandioso ataque de mísseis praticamente elimina a Kingsman, que conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como remanescentes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem onde trabalham os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato.

Assim como no original a direção de Matthew Vaughn é o que mais chama a atenção. As cenas continuam com aquele colorido explosivo tão característico de Kingsman – Serviço Secreto, quanto de Kick-Ass – Quebrando Tudo, outro longa do diretor.

A diferença aqui está nos rumos que Vaughn e Jane Goldman, a parceira roteirista do diretor, dão para os personagens. Harry (Colin Firth) está de volta, como já anunciado em todo o marketing do filme, e Firth tenta dar novas e diferentes nuances ao melhor personagem do primeiro filme. Para isso, Vaughn revisita diversos momentos do original e usa elementos conhecidos de forma deslocada, acertadamente.

Kingsman: O Círculo Dourado continua subvertendo gêneros e brincando com sua própria “mitologia” com muita personalidade e ação. As cenas de ação continuam de tirar o fôlego e sendo o ponto alto do longa.

Agora o que falar da vilã de Julianne Moore? Ela é sem dúvida mais provocadora do que o vilão de Samuel L. Jackson em Serviço Secreto. Enquanto isso, Pedro Pascal (Narcos) é o Colin Firth da sequência, em se tratando das cenas de ação.

Pode não ter o impacto que teve em 2015, mas fica longe de ser uma continuação ruim.

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