Kingsman: O Círculo Dourado

() ‧

28.09.2017

"Kingsman: O Círculo Dourado" é mais do mesmo, mas é exatamente o que se queria

Parece existir uma convenção de que sequências precisam obrigatoriamente superar seus originais, mas isso não necessariamente tem que acontecer. Kingsman: O Círculo Dourado, sequência do sucesso de 2015 (leia sobre ele aqui), não supera seu original, mas entrega mais do mesmo, e é exatamente o que queríamos ver.

No filme, um súbito e grandioso ataque de mísseis praticamente elimina a Kingsman, que conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como remanescentes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem onde trabalham os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato.

Assim como no original a direção de Matthew Vaughn é o que mais chama a atenção. As cenas continuam com aquele colorido explosivo tão característico de Kingsman – Serviço Secreto, quanto de Kick-Ass – Quebrando Tudo, outro longa do diretor.

A diferença aqui está nos rumos que Vaughn e Jane Goldman, a parceira roteirista do diretor, dão para os personagens. Harry (Colin Firth) está de volta, como já anunciado em todo o marketing do filme, e Firth tenta dar novas e diferentes nuances ao melhor personagem do primeiro filme. Para isso, Vaughn revisita diversos momentos do original e usa elementos conhecidos de forma deslocada, acertadamente.

Kingsman: O Círculo Dourado continua subvertendo gêneros e brincando com sua própria “mitologia” com muita personalidade e ação. As cenas de ação continuam de tirar o fôlego e sendo o ponto alto do longa.

Agora o que falar da vilã de Julianne Moore? Ela é sem dúvida mais provocadora do que o vilão de Samuel L. Jackson em Serviço Secreto. Enquanto isso, Pedro Pascal (Narcos) é o Colin Firth da sequência, em se tratando das cenas de ação.

Pode não ter o impacto que teve em 2015, mas fica longe de ser uma continuação ruim.

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Felipe Fornari

Conheça os filmes/séries da franquia

   Clique abaixo para ler nossas críticas:

OUTRAS CRÍTICAS

Nine

Nine

Nine, homenagem à obra-prima de Federico Fellini (8½), está repleto de mulherões com decotes cantarolando de lá pra cá. Um desfile de estrelas hollywoodianas pra lá de estarrecedor, aos moldes de Chicago. Sophia Loren faz a ‘mamma’ de Guido Contini, um cineasta com...

Plano em Família 2

Plano em Família 2

Plano em Família 2 retorna ao universo de Dan Morgan para mais uma aventura que mistura ação, caos e espírito natalino. Agora mais dedicado à família do que às sombras do passado, Dan sonha apenas com uma viagem tranquila para Londres, onde poderá curtir o Natal ao...

Uma Noite em Miami…

Uma Noite em Miami…

E assim como não teria possibilidade de falar sobre A Voz Suprema do Blues em sua totalidade, vou falar sobre Uma Noite em Miami... pelo pouco que minha possibilidade permite. O filme é sobre uma noite na qual quatro amigos, com suas falhas e acertos, quatro humanos,...