Krampus – O Terror do Natal

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24.12.2016

"Krampus - O Terror do Natal" não entrega nada muito monstruoso

Mais um ano se acabando, e a pergunta que não quer calar fala mais alto nesta época: você foi uma boa pessoa no ano que passou? Nem adianta esconder que furou fila, falou mau do coleguinha e pegou um pedaço maior de bolo: o Papai Noel vê tudo e você não vai ganhar presente. Mas e se fosse pior, e além do Papai Noel não te dar presente você ainda fosse punido por um tipo de antinoel? Pois bem, segundo a mitologia alpina (não do chocolate, tá, mas dos países que ficam perto dos Alpes), este ser se chama Krampus, e ele pode, sim, vir te infernizar no Natal (que normalmente já pode ser um inferno pra certas pessoas, visto que parentes “queridos” vêm visitá-las). E, apesar de ser cheio de boas intenções, o filme Krampus – O Terror do Natal, de 2015, com Toni Collette (tá perdendo a mão pra escolher filme) e dirigido por Michael Dougherty, que fez um trabalho excepcional em Contos do Dia das Bruxas, não entrega nada muito monstruoso.

No filme, o pequeno Max está de saco cheio de ver a família brigar, perde o encanto pelo Natal, rasga a cartinha que ia enviar ao Papai Noel e acaba atraindo o antinoel Krampus. Imediatamente, uma nevasca toma a vizinhança e todos ficam presos em casa, sem luz e, portanto, sem aquecimento e telefone. E Krampus e seus ajudantes (palhaços desfigurados, bonecas sinistras e duendes malignos) tomam os integrantes da família um a um.

A lenda do Krampus é muito sensacional, pois diz respeito à punição das crianças que foram más, enquanto as boas ganham presentes do Papai Noel. No filme B de 2013, Krampus – O Justiceiro do Mal, que está disponível no Netflix, isso é explorado um pouquinho melhor, pois o próprio Papai Noel se alia ao Krampus para estudar a lista de crianças que precisam ser punidas. Em uma cena, inclusive, o Papai Noel conversa com um menino, dizendo que se ele machucar animais novamente, vai ser punido severamente pelo Krampus. Mas no filme de 2015, isso é pouco explorado. Fica até parecendo que o Krampus vem pegar quem não acredita no Natal, ou perdeu a esperança no bom velhinho.

Toni Collette está nula neste papel (teria sido melhor pegar qualquer atriz pra fazer este papelzinho medíocre). Além disso, o Krampus não dá medo (salvo algumas cenas um pouco mais tensas) e os auxiliares do Krampus são risíveis, para dizer o mínimo. Na verdade, o terror beira a comédia, mas sem ser uma comédia de humor negro, o que justificaria. É um filme de terror B que gostaria de ser um blockbuster de Natal. Blé.

Bom, isso é tudo por hoje, crianças. Querem assistir a um terror bacaninha no Natal? Não vejam este aqui, nem o Krampus que está no Netflix. Vejam outra listinha e sejam mais felizes, eu garanto 😉

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Melissa Correa

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