Um documentário originalmente lançado em em 2020 na Itália para lembrar o centenário do artista plástico e escultor Amedeo Clemente Modigliani, que nasceu na tão citada cidade de Livorno, mas como boa parte da classe artística na época estava radicado em Paris durante boa parte de seus anos de vida.
Uma obra muito interessante e bem executada de um artista que como tantos outros só teve seu reconhecimento pós morte, por questões de viver de maneira no que muitos consideravam de marginal e provocativa, quase um herege para a sociedade comum da europa.

O filme é contado sobre o que seria a visão de uma de suas musas, e com uma análise da personalidade de Modigliani que ali como relatado refletia na sua obra, o que normalmente é fato na obra e vida dos grandes nomes da arte, afinal é isso que os transforma em milionários e bilionários somente após falecimento, nos casos desses grandes reconhecimentos para a arte e a cultura.
Talvez a vida de Modigliani foi um tanto romantizada nesse documentário, mas normalmente é o que acontece para grande ícones da arte, como se tudo que beirava o sujo , o vil e a loucura se tornasse bom de contar, se analisado como indiviso simplesmente muitos iriam achar duro e triste alguém partir tão cedo, aos 36 anos, mesmo que em tempos de expectativa menor, mas transformar artistas em obras, os tira desse lugar de criaturas comuns, e qualquer referência de suas vidas precisa diferente e bagunçada, nada de cotidiano simples e corriqueiro. Quanto mais sofrida e bizarra melhor de se contar a história.
Mas por que um documentário se chamaria “Maldito”? Obviamente, por conta de suas ações em vida. Sua única exposição com presença dele foi censurada na época devido à quantidade de nus que Modigliani pretendia expor — obras que permaneceram por poucas horas em exibição, chocando quem passava por aquela galeria em Paris.

Um homem que escondia sua pleurisia (tuberculose) através da bebida, o tornado também uma alcoólatra, talvez por ser mais aceito um comportamento, do que uma doença infecciosa.
Um jeito de contar, por conta de um olhar gentil de quem já o amou, mesmo de que maneira ficcional faz desse filme uma singela homenagem a um artista tão controverso e magnífico, Modigliani fazia um tipo de poesia com as mãos.




