Mundo Cão

18.03.2016 │ 08:59

18.03.2016 │ 08:59

Marcos Jorge, diretor de Mundo Cão, ficou conhecido pelo ótimo Estômago, de 2007. Depois de dois filmes sem nada de novo, Corpos Celestes e O Duelo, ele volta a boa forma com esse novo projeto.
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As características que marcaram Estômago estão presentes novamente em Mundo Cão. O roteiro é envolvente, as atuações são cativantes e a trama vai num crescendo de sensações que te leva a um climax recheado por um humor negro que raramente é visto no cinema brasileiro.
Na trama, em 2007, antes de ser sancionada a lei que proíbe o sacrifício de animais abandonados, Santana (Babu Santana) é um funcionário do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo que trabalha recolhendo cães de rua. Certo dia ele captura um enorme cachorro raivoso cujo dono (Lázaro Ramos) só aparece para recuperá-lo dias depois, quando já é tarde demais. Irado, o homem culpa Santana pelo ocorrido e trama uma cruel vingança.
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Para não estragar as surpresas é melhor não falar muito sobre a trama, principal mérito do longa. O filme é cheio de reviravoltas e a previsibilidade passa longe na hora de você tentar descobrir os próximos passos do vilão ou do mocinho. Aliás, essa noção de vilão e mocinho vai depender muito do seu ponto de vista.
Os cachorros tem um papel constante no filme, não só pelo nome dele ter a palavra cão, eles são um reflexo da natureza humana dos personagens retratados por Babu Santana e Lázaro Ramos.
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Se Estômago mostrava que era preciso ter “estômago” para encarar alguns acontecimentos estapafúrdios do dia a dia, Mundo Cão serve para te mostrar que aquelas manchetes e notícias sanguinárias que vemos nos jornais não passam da selvageria animal de um “mundo cão” criado por humanos que são levados ao extremos por situações que fogem do seu controle. E o pior é que isso pode acontecer mais próximo do que você imagina!
Nota:

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