O Intruso

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“O Intruso”: Ai que preguiça desse filme, gente!

Bom, já dei spoiler ali em cima e ficou claro pra todo mundo que esse filme não me excitou, literalmente. E olha que o filme tenta, com suas cenas de sexo explícito. Saí broxada da sessão de 1h30 de pura perda de tempo.

O filme começa com um homem chegando em uma mala, todo nu (a exploração do corpo desse homem negro, que logo entendemos como um imigrante chegando na Inglaterra, já inicia no começo do filme). Ele consegue roupas, e logo um trabalho na casa de uma família (bem parecida com uma família tradicional brasileira), que o acolhe em troca de poder observar sua beleza exuberante de imigrante.

Ai, eu já poderia parar por aqui, porque já são tantos clichês horrorosos, e esse sentimento de superioridade dos colonizadores europeus… que eu quase abandonei o filme ali. Mas fui insistente.

Pior besteira que fiz. O que se seguiu na próxima hora foi uma sequência de cenas de sexo explícito, com o homem negro liberando os colonizadores de todos os seus pudores, descortinando um mundo novo para todos. Wow, bravo! Tem até uma ceninha de discurso de agradecimento, foférrimo.

E é isso. Mais um montão de estereótipos reforçados com sucesso.

O filme se acha incrível porque é uma homenagem (vamos chamar assim) a outro, que pelo que li foi realmente transgressor e diferentão na época em que foi lançado, Teorema, um filme surrealista de Pier Paolo Pasolini. Bom, mas se é pra você ver algo desse naipe, recomendo ver o original então, poxa.

E é isso, não vou gastar mais nenhum segundo pensando neste filme. Não recomendo, e é isso.

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