“À deriva no mar ártico, em um bloco de gelo flutuante, a jovem Emily precisa encontrar um meio de sobreviver até o resgate.”
Escrito e dirigido por Taavi Vartia, com fotografia de Nikos Karanikolas, e estrelando Thea Sofie Loch Næss, Perdida no Ártico é um drama de sobrevivência, de produção finlandesa, visualmente impressionante.

Habitantes dos cantos gélidos da internet, sejam todos muito bem-vindos a mais uma crítica cinematográfica.
Transformando o isolamento físico em uma metáfora emocional sobre culpa, resistência e sobrevivência, Perdida no Ártico utiliza o ambiente inóspito e desértico não apenas como obstáculo natural, mas, como extensão do estado emocional da personagem Emily. Existe também uma dualidade interessante, pois, o mesmo ambiente que pode ser belo e contemplativo, torna-se aterrorizante, e fantasmagórico em uma rápida mudança.

Visual e tecnicamente, é uma obra bela e reflexiva, com elementos narrativos e visuais bem elaborados para contar uma história de sobrevivência, reflexão e superação pessoal. No entanto, nos moldes atuais, a narrativa do filme falha em manter uma estrutura dinâmica, interessante e crível, falhando na imersão. O desenvolvimento “slowburn” não seria algo ruim, se não fosse o fato de que como é uma história curta em um filme simples, escolheram segurar informações vitais, liberando elas aos poucos, fazendo com que a história pregressa, e as motivações da personagem demorassem demais para chegar até o espectador, e que sem isso, não existe razão para se envolver emocionalmente com a personagem, transformando a experiência que deveria ser contemplativa e hipnotizante, em tediosa, difícil e desnecessária.
Embora com força estética e de atmosfera gelidamente melancólica, Perdida no Ártico nunca encontra a profundidade dramática suficiente para justificar seu ritmo contemplativo.








