Quebrando Regras conta a história de Roya Mahboob, interpretada por Nikohl Boosheri, e das Afghan Dreamers. O primeiro time de robótica feminino no Afeganistão. Interpretadas por Amber Afzali (Esin), Nina Hosseinzadeh (Taara), Sara Malal Rowe (Haadiya) e Mariam Saraj (Arezo). O filme não ousa ser uma biografia completa, mas recorta momentos decisivos durante competições internacionais de robótica, baseado nos desafios reais enfrentados.

A história coloca luz sobre o preço de sonhar em um país onde o governo usa a religião como forma de opressão às mulheres. Mesmo sem se aprofundar demais nas tensões com o Talibã, há cenas que nos lembram dos perigos reais que garotas como as Dreamers enfrentam. Ameaças, e tensões políticas, dificuldades com vistos, perdas e bombardeios. Algumas tensões poderiam ser melhor trabalhadas para envolver o público, mas alguns clichês são bem-vindos em filmes desse gênero. Podemos coloca-lo na mesma categoria de filmes educativos ao lado de Escritores da Liberdade (2007) e Vermelho Como o Céu (2006).
As atrizes jovens entregam boas performances. Especialmente Nina Hosseinzadeh, e seu retrato de Taara. O longa também conta com participações especiais, como Phoebe Waller-Bridge, que surge na história como uma juíza e professora de engenharia.

Embora não seja uma obra-prima cinematográfica, com alguns cliches e personagens um tanto superficiais, Quebrando Regras é uma história que vale a pena conhecer. Olhar para meninas que, mesmo ameaçadas, usam a ciência para romper fronteiras nos despertam criticidade e esperança, principalmente em tempos de guerra e desumanização.




