Resenha │ A Estrela de Belém

29.11.2017 │ 09:10

"A Estrela de Belém" vai te deixar em clima de Natal, mas de forma religiosa e não comercial

Cuidado com o spoiler: Jesus nasce no final de A Estrela de Belém. Sim, a animação da Sony Pictures vai mostrar o “primeiro natal”, desde a concepção de Jesus até o seu nascimento. A novidade? Nenhuma! Apenas o fato de que tudo é visto pelos olhos daqueles animaizinhos que enfeitam o presépio.

No filme, Bo é um jovem asno que está cansado de ficar aprisionado no estábulo, onde sempre anda em círculos para fazer com que o moinho funcione. Incentivado pelo pombo Davi, seu melhor amigo, ele consegue escapar e, na fuga, se esconde em meio a uma festa de casamento. Ao término do evento, ele é encontrado pela recém-casada Maria, que carrega no ventre aquele que será conhecido como o filho de Deus.

É obvio que você já viu essa história antes (talvez até naquelas animações ruins que eram vendidas na boca do caixa da Americanas por R$ 2,99, anos atrás), mas se não viu vai parecer que sim, pois já ouviu a história “N” vezes. Então o que há de tão especial em A Estrela de Belém pra justificar sua existência?

A animação está muito bem produzida e tecnicamente impecável e a história ser contada pelos olhos dos animais também é um acerto. Além disso, o filme evita cair em pieguismos e se tornar muito religioso no processo (mesmo sendo).

A Estrela de Belém é um filme que vai te lembrar do verdadeiro espírito do Natal. Enquanto filme, ele nunca se tornará grandioso, mas também não é um desperdício total. Há uma certa beleza em suas simplicidades e na mensagem do perdão e do amor.

A Estrela de Belém

(The Star)
País: EUA
Direção: Timothy Reckart
Roteiro: Carlos Kotkin, Simon Moore
Elenco: Vini Rodrigues, Cristina Mel, Caique Oliveira
Ano: 2017
Duração: 1h26

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