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Resenha │ Power Rangers

22.03.2017 │ 15:49

Heróis voltam às telonas no aguardado reboot para uma nova geração, mas cheio de fan-service para os fãs

Vinte e poucos anos se passaram desde que os Power Rangers invadiram as telinhas do mundo todo e agora eles voltam às telonas com um estilo visual atualizado e uma história reconfigurada. E apesar da série ainda estar em exibição, em sua 24ª temporada, ela não poderia se atualizar de melhor forma com o novo projeto.

A nova versão reimagina as origens dos Power Rangers, estabelece-os como uma equipe de protetores intergalácticos e deixa portas abertas para as futuras sequências através de diversas situações.

Um flashback na abertura revela que os Power Rangers originais eram extraterrestres humanoides liderados por Zordon (Bryan Cranston, de Breaking Bad). Eles tentavam defender o planeta da “desertora” Rita Repulsa (Elizabeth Banks, de Jogos Vorazes), mas quando já não havia outra opção para salvar a Terra, Zordon ordena que o robô Alpha 5 (Bill Hader, de Superbad: É Hoje) envie um meteoro (que deve ser aquele que matou todos os dinossauros). O robô cumpre o que lhe foi pedido, e o faz ao mesmo tempo em que carrega a consciência de Zordon no sistema de sua espaçonave, enquanto Rita é lançada nas profundezas do oceano.

Digitalmente preso dentro de sua nave indefinidamente, Zordon tem que esperar até que as moedas do poder, que permitem que os Rangers acessem sua força, sejam encontradas no futuro, para que então ele possa ser libertado.

Mais de 60 milhões de anos se passam, e então uma mina de ouro decrépita fora da cidade de Alameda dos Anjos, na Califórnia, atrai a atenção de Billy (Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer), um aspirante a cientista despreparado, focado em um projeto iniciado por seu falecido pai que buscava descobrir uma misteriosa fonte de energia dentro da montanha. Billy recebe ajuda inesperada da desonrada estrela de futebol local, Jason (Dacre Montgomery, que estará também na segunda temporada de Stranger Things), que também precisa de sua ajuda.

Acontece que alguns outros adolescentes marginalizados também são atraídos para a montanha, incluindo o bad boy Zack (Ludi Lin, de Marco Polo), a ex-cheerleader Kimberly (Naomi Scott, de Os 33) e, em uma das primeiras representações LGBT no universo de heróis, Trini (Becky G, de The X Factor).

Para os fãs de longa data, a nova adaptação dos heróis preserva algumas das características mais amadas da franquia original, atualizando tudo para refletir os avanços tecnológicos. As armaduras coloridas dos heróis se beneficiam das nanopartículas, enquanto os veículos robotizados chamados zords e os “ajudantes” de Rita obtém representações mais polidas e fluidas em computação gráfica. E sim, a música “Go Go Power Rangers” faz um retorno triunfante durante o longa.

Os adolescentes são finalmente reais nesta nova versão. Eles lidam com bullying, alienação ou orientação sexual, e tornam-se assim mais tridimensionais do que qualquer Ranger anterior já retratado.

Dean Israelite, se aproveita da sua experiência com a ficção adolescente Projeto Almanaque e orquestra um conjunto de personagens mais complexo do que se esperaria num longa da série. Falta um pouco de ação, mas a ação que está presente no longa, combinada com a tensão dramática que o diretor constrói, tem um bom efeito no produto final, mesmo que as vezes ele beire o excesso.

Power Rangers

(Power Rangers)
País: EUA, Hong Kong, Japão, México, Canadá, Nova Zelândia
Direção: Dean Israelite
Roteiro: John Gatins
Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler
Ano: 2017
Duração: 2h04

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