Rock em Cabul │ Resenhas: Quadro por Quadro

Rock em Cabul

02.06.2016 │ 15:45

02.06.2016 │ 15:45

Rock em Cabul acompanha um promoter de Rock, interpretado por Bill Murray, levando um show para o Afeganistão que, no processo, acaba envolvendo-se com negócios de armas, uma disputa familiar e uma resposta do país aos ídolos pops.
O filme tenta misturar uma crítica à cultura americana com um formato à lá Dreamgirls, mas termina confuso em toda a sua proposta.
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Quando o promoter Richie Lanz (Murray) se depara com a ideia de conseguir um dinheiro rápido levando sua única cantora (Zooey Deschanel) em uma turnê pelo Afeganistão, parece que estamos nos preparando para um filme cheio de humor negro e repleto de críticas profundas ao “american way of life”. Mas na verdade a coisa toda é de um mal gosto que te faz querer esquecer do filme assim que os créditos sobem.
Enquanto faz a turnê, Lanz esbarra com uma talentosa cantora local, Salima (a atriz palestina Leem Lubany), primeira mulher a ter coragem de se apresentar no programa de talentos Afghan Star, e é então que Lanz tenta chamar a atenção para ela, apesar das objeções dos anciãos da família de Salima.
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Você pode pensar que o palco está montado para um maravilhoso conto sobre o triunfo sobre as adversidades, mas isso não acontece. Rock em Cabul gostaria de comemorar a vitória de Salima sobre o patriarcado severo do oriente médio, mas é pouco interessado de fato em desenvolver Salima – ou qualquer outra das mulheres em cena, seja a cantora de Deschanel ou a semiprostituta de Kate Hudson. Elas são adereços em uma jornada mal conduzida para mostrar a trajetória de um Bill Murray sem inspiração.
Confrontado com uma guerra real, o personagem de Murray parece uma caricatura que a qualquer momento poderia sumir do filme e você não sentiria falta (e se tratando de uma comédia, uma caricatura seria perfeita, não fosse a falta de humor do filme e de seu personagem).
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Quer entender um pouco mais da história que o filme tenta contar? Procure o documentário Estrela Afegã, de 2009, cuja estrela real, mostrada no documentário, é citada nos créditos dessa comédia sem inspiração. No papel, poderia ter sido um excelente filme, mas acabou sendo uma futilidade sem propósito e uma total perda de tempo.
Nota:

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