Sétimo

27.11.2014 │ 10:31

27.11.2014 │ 10:31

O cinema argentino é marcado por uma sutileza e um ritmo só seus. Foi assim com O Filho da Noiva e é assim com Relatos Selvagens. Sétimo, nova produção do país a chegar em nossas telas, quebra alguns paradigmas. Esta co-produção Espanha/Argentina é um suspense e isso já o diferencia quase que por completo do que se está acostumado a ver no cinema portenho.
O tema mote do filme é o desaparecimento dos filhos do personagem de Ricardo Darín (que esteve em ambos os filmes citados anteriormente). E tal tema, pesadelo de qualquer pai e mãe, até se mostra utilizado de maneira esperta pelo diretor Patxi Amézcua.
Darín interpreta Sebastián, um bem sucedido advogado, que às vésperas de se divorciar da esposa (interpretada por Belén Rueda, de O Orfanato), tem seus filhos sequestrados dentro do condomínio onde moram com a mãe. O dia do sequestro não podia ser pior, pois Sebastián representaria o caso mais importante da firma onde trabalha.
Falar mais sobre o filme pode estragar surpresas e reviravoltas. O circo está armado e Amézcua constrói, relativamente bem, a tensão ao redor da situação. A partir do desaparecimento das crianças, qualquer um em tela se torna um suspeito imediatamente, desde o zelador do prédio ao acusado que está sendo defendido por Sebastián na sua empresa.
O filme peca na hora de utilizar-se dos clichês do gênero e sua trilha sonora corrobora com a situação. Darín e Ruéda, obviamente, são os pilares em que o filme se sustenta. Mas o roteiro não os deixa trazer um algo a mais para a produção. O filme, tem sim suas reviravoltas (que não são poucas), mas um expectador mais atento pode matar a charada com algum tempo de antecedência.

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