Um Homem de Família

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18.05.2017

Repleto de clichês, o açucarado novo filme de Gerald Butler, “Um Homem de Família”, promete agradar o público

Um Homem de Família pode ser resumido com a seguinte frase de efeito: “Toda família tem problemas, mas você só tem uma”.

Apenas com essa frase você já consegue imaginar uma variada gama de clichês que o filme pode conter. Clichês que você tem colecionado desde pequeno ao assistir filmes na sessão da tarde, e que, infelizmente, devo dizer que você encontrará todos eles em Um Homem de Família. Mas não se preocupe, o filme não é ruim. Pelo contrário, ele agrada, mas não espere muita coisa, ok?

A história é a seguinte: Dane Jensen (Gerard Butler) é um headhunter de caráter duvidoso que faz de tudo para bater suas metas na empresa em que trabalha. O chefe, Ed Blackridge (Willem Dafoe), está por se aposentar, colocando Dane e Lynn (Alison Brie) em uma disputa para ver quem irá substituí-lo. Nesse meio tempo, o filho de Dane, Ryan (Max Jenkins), adoece. Esse evento faz com que Dane se coloque entre o trabalho e a família.

Os motivos pelo qual o filme agrada? Bom, vamos lá! Primeiro temos Gerard Butler, que interpreta o headhunter Dane Jensen, uma espécie de recrutador espartano em uma grande empresa de RH. Em segundo lugar temos o próprio tema da profissão do personagem de Butler, são poucos os filmes que abordam esse universo de headhunters. Em terceiro temos a atuação do jovem Max Jenkins que interpreta o filho mais velho de Dane. Apesar de ser uma atuação dentro dos padrões em um filme desse estilo, Max Jenkins desempenha o papel corretamente, convencendo mais do que o próprio Butler. E sinceramente, caso você se emocione (veja, eu disse “caso você…”) será por causa dele.

E os pontos negativos? Bom, o principal você já sabe, é o clichê. O filme é uma metralhadora pesada de clichês que pode te fazer chorar se alguns dos projéteis te acertar. Provavelmente os guerreiros mais experientes não serão acertados pela metralhadora de chiclês, mas a maioria será atingida e ferida. Se você sair do filme dizendo “ownnn” é porque está sangrando clichês. Mas tudo bem, ninguém nunca morreu disso, caso isso aconteça não tem porque se envergonhar. Atire a pedra quem nunca chorou em filme açucarado, não é mesmo? E se você gosta desse tipo de filme, então corre que é um filmão!

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AUTOR

Viní­cius Gratão

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