Um Pouco de Caos

02.07.2015 │ 12:54

02.07.2015 │ 12:54

Dramas de época são sempre ótimos porque, além da história, temos os vestidos, as perucas (como neste filme), a maquiagem, a música, a fotografia… Mas Alan Rickman, o nosso eterno Snape, da saga Harry Potter, quis mais que isso em sua nova aventura como diretor (e escritor): em Um Pouco de Caos, ele pegou a história do famoso jardineiro francês André le Nôtre, criador dos jardins de Versalhes e dos Champs-Élysées em Paris, juntou com algumas ideias mais atuais, contou com a ajuda de grandes atores e o resultado é meio caótico, mas digo do seu tempo. Confere aí 😉

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O filme basicamente conta a história de como os jardins de Versalhes vieram a acontecer. O jardineiro do rei Luís XIV (Alan Rickman), André le Nôtre (Matthias Schoenaerts), está contratando outros jardineiros para ajudarem na execução do projeto, e entre os possíveis candidatos está Sabine de Barra (Kate Winslet), que por ser mulher, no século XVII, e trabalhando por conta própria, bom, nem preciso falar mais nada, né? Por razões que só Freud deve poder explicar, ele escolhe Sabine para o trabalho, que não é fácil, que envolve visitas à corte de Luís XIV, que envolve trabalhar com vestidos longos e lugares enlameados, que envolve botar o passado para trás e abraçar um possível romance.

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Depois que o Tarantino manipulou fatos reais lindamente em Bastardos Inglórios, a gente começa a ver um filme como Um Pouco de Caos, com uma mulher fora dos padrões do século XVII, e acha que a história vai ser dobrada de novo. Mas não o suficiente pra me impressionar, não. Mesmo assim, Sabine é uma personagem interessante, forte, batalhadora, crível para os nossos padrões, ainda mais nas mãos de Winslet. Alan Rickman também está incrível em seu papel como o rei, ainda mais retratando o lado mais humano do monarca.

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A trama é interessante, fatos reais, muita imaginação, mas como tem muita coisa em um filme só, achei tudo um pouco caótico demais. Ao redor da trama principal, sobre a execução dos jardins, existem muitos personagens, mas nenhum trabalhado mais profundamente (dava pra descartar uma meia dúzia, incluindo a insuportável esposa de le Nôtre). Fica difícil de seguir quem é quem, o que está acontecendo com toda aquela galera de peruca e vestimentas fascinantes, com muitos segredos e cochichos aqui e ali. De repente se eu soubesse um pouquinho mais da história francesa tinha aproveitado. Mas cara, pra saber quem era amante de quem, por que e que diferença isso fez na execução dos jardins de Versalhes, bom, melhor deixar pra lá.

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Verdade seja dita, o filme vale, sim, o ingresso. E a pipoca. Vai com as amigas, não esquece de levar uns lencinhos, e aproveite 😉

Nota:

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