Um Santo Vizinho

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05.02.2015

A comédia Um Santo Vizinho, que estreia esta semana, não tem nada assim incrível. A história é ok, até meio clichezenta, as atuações são boas, nada de impressionante. Mas o filme é incrivelmente envolvente, a história é daquela de dar quentinho no coração, e quando você terminar o filme, vai estar fazendo propaganda dele pros amigos.

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A história é simples: Maggie (Melissa McCarthy) é uma mãe recém-divorciada que acabou de se mudar, tem um filho pequeno, Oliver (Jaeden Lieberher), e precisa trabalhar pra pagar as contas. Como ela fica o dia todo fora, o garoto precisa ficar com alguém depois da escola. Nestas situações, nada melhor que poder contar com o senhor de idade que mora na casa ao lado, não é mesmo? Aquele homem vivido, sábio e cheio de histórias incríveis e lições de vida enriquecedoras pra dividir com o seu filho. Claro! Mas o vizinho da Maggie é Vincent (Bill Murray), um cara sozinho – a não ser pelas visitas esporádicas de Daka (Naomi Watts), uma dançarina de boate que está grávida (e ela continua dançando, com barrigão e tudo!) –, veterano de guerra, fumante, alcoólatra, politicamente incorreto ao extremo e nada agradável. E ele só “cuida” do seu filho se ganhar uma boa grana.

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E é aí que começa uma bela história de amizade, apesar de nada convencional e sem aquele dramalhão que normalmente acompanha este tipo de filme (nah, tem um pouco de drama, sim, mas tá dentro das permissões de filmes clichezentos). Entre corridas de cavalo e aulinhas de como se defender de bullying na escola, Oliver começa a admirar seu novo amigo. É, apesar de eu ter escrachado o cara ali em cima, ele tem coisa boa, lá no fundo. E o molequinho vai ajudá-lo a passar pelo processo de redenção, e aí você vai curtir o Vincent e vai entender o porquê do título do filme.

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As atuações estão ok. Bill Murray é o típico Bill Murray, hilário com sempre. A Melissa McCarthy me decepcionou um pouco, mas aí é mais pelo papel dela. Mas quem me surpreendeu e me fiz rir em todas as aparições foi a Naomi Watts. Tudo bem que ela força a barra e a personagem chega a ficar caricata, mas ficou engraçado (pole dance com barrigão? Oh yeah!). E o Jaeden Lieberher é um estreante muito fofo que, pelo que andei espiando, tá com a agenda lotada em 2015.

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Bom, vale a pena ver o fime, sim, senhor! É divertido (check), tem o drama básico (check) e tem Bill Murray (horay!!). Aproveita o final de semana chegando e vai curtir!

Nota:

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AUTOR

Melissa Correa

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