Existem vários filmes românticos estilo conto de fadas, no qual a mocinha se apaixona por um príncipe, um ricaço ou alguém famoso que vira sua vida de ponta-cabeça e no final eles ficam juntos para sempre. Um Lugar Chamado Notting Hill não é muito diferente, mas com a reviravolta de ter um homem comum (apesar de incrivelmente bonito e charmoso), William Thacker (Hugh Grant), apaixonado por uma atriz super famosa, Anna Scott (Julia Roberts), e levando as rasteiras de um relacio amento desses antes do já previsível final – aqui não é um spoiler, caro leitor, é uma dedução lógica. Não existe comédia romântica da década de 1990 com final diferente.

Na história, a atriz americana, super famosa, literalmente tropeça em um carinha simplório que tem uma loja de livros de viagem fracassada, com uma vida romântica que não é muito diferente, e se quebra vive com um colega de quarto que não ajuda muito. Muitos toques de humor inglês que são bem revigorantes e fazem Um Lugar Chamado Notting Hill se destacar da média dos filmes do gênero da época.
Destaque também para a trilha sonora, repleta de músicas que parecem até que foram feitas para o filme. Difícil assistir sem derrubar uma lágrima ao som de “She”, ou se encantar com a maravilhosa passagem de tempo, com as mudanças de estações, ao som de “Ain’t no sunshine”.

Resumindo sem trazer mais spoilers pra um filme que já é maior de idade e logo vira trintão, que já virou clássico e não pode faltar em uma boa lista de comédias românticas, corre fazer a pipoca e (re)assistir Um Lugar Chamado Notting Hill pra matar a saudade desse romance lindeza.







