Imprevistos de uma Noite em Paris

(2016) ‧ 1h37

23.03.2017

"Imprevistos de uma Noite em Paris" não vai te fazer dar gargalhadas e muito menos se emocionar

A crise financeira atingiu o Teatro da Estrela, um dos mais tradicionais de Paris. Funcionários sem pagamentos, problemas no elenco e anunciantes ameaçando encerrar parcerias são algumas das adversidades que, à véspera de estrear a nova peça, caem como pedra em Luigi, protagonista interpretado pelo francês Édouard Baer, também na direção do filme, que se inspirou nos cenários social e artístico da capital francesa para desenvolver Imprevistos de uma Noite em Paris.

Como se não bastasse tantos contratempos, Luigi, diretor do teatro, ganha outro durante o último ensaio da trupe: Chris (Christophe Meynet), que fazia o macaco na encenação usando uma fantasia, acaba caindo, sendo impedido de continuar. Sua assistente e amiga, Nawel (Audrey Tautou, impecável no papel) até tenta ajudá-lo a encontrar soluções, mas desiste quando Luigi decide sair à noite pela cidade para resolver tudo do próprio jeito, contando com o apoio quase forçado da estagiária Faeza (Sabrina Ouazani), que apresenta bons argumentos para se submeter às vontades do chefe, mas possui ótimos para recusar, nos deixando sem compreender melhor suas atitudes. Na jornada noturna, ambos passam por diversas situações que complicam ainda mais a vida de Luigi como, por exemplo, sequestrar um chimpanzé para a peça e andar de mãos dadas com ele nas ruas de Paris.

Embora pareça ser engraçado, o longa carrega referências do modelo hollywoodiano, porém sem adequá-las corretamente ao cinema da França. A comédia não funciona, nem mesmo o drama. O roteiro também possui falhas, assim como a construção do personagem central, Luigi, que tenta nos fazer rir, mas é isento de carisma e excessivamente caricato, deixando o cinismo superar a malandragem.

Imprevistos de uma Noite em Paris não vai te fazer dar gargalhadas e muito menos se emocionar, mas pode ser que você não tenha reações evasivas enquanto o assiste devido à sequência de acontecimentos que, de tão bizarros e triviais, conseguem prender sua atenção do começo ao fim. Porém, de modo geral, é aquele tipo de filme com elementos que o colocariam fortemente na disputa pelo Framboesa de Ouro.

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AUTOR

Diego Patrick

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