Victoria

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24.12.2015

O drama alemão Victoria é a mais recente empreitada no gênero “filmes de uma tomada só”. Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock, emulava o processo, escondendo cortes nas costas de personagens (já que as câmeras da época só podiam filmar 11 minutos ininterruptamente) e recentemente Birdman, ganhador do Oscar na última cerimônia, é outro exemplo do gênero, mas que também maquiava seus cortes com efeitos especiais.
01Victoria
A diferença é que Victoria foi realmente realizado em uma única tomada, um feito impressionante já que se trata de um filme de mais de duas horas.
O filme é sim bem executado, porém a técnica é mais usada como chamariz para vendê-lo do que para envolver o espectador na ação.
Na trama, Victoria (Laia Costa, de Tengo ganas de ti) é uma jovem de Madrid há pouco tempo em Berlim. Ela está se divertindo em uma noitada em um pequeno clube underground. Ao sair, ela conhece um quarteto de rapazes bêbados que a convidam para sair com eles.
02Victoria
A garota acaba indo parar com os rapazes em um telhado próximo enquanto rola um flerte crescente entre ela e um deles, Sonne (Frederick Lau, de A Onda). Esse envolvimento leva a menina a aceitar ser a condutora em uma atividade capciosa mais tarde.
Você aproveitará mais o filme dependendo do quanto acreditar nas improváveis ações e reações dos personagens. O diretor Sebastian Schipper (que atuou em Corra, Lola, Corra) retrata o inconsequente grupo de maneira muito incrédula, enquanto Victoria é um pouco confiante demais, mesmo se metendo na enrascada que a situação se apresenta.
03Victoria
O filme anula sua profundidade emocional, dado que não acreditamos no quão estúpidos os personagens são. A tensão existente no longa é pungente, mas o clímax não é tão selvagem como prometido inicialmente.
Há quem compare o filme com Corra, Lola, Corra, mas é impossível acreditar na comparação, já que o filme de 1998 era muito bem editado e envolvia o espectador do começo ao fim com seu ritmo frenético e inventivo.
Nota:

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AUTOR

Felipe Fornari

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