Annie

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12.02.2015

Uma das estreias da semana é Annie, com Jamie Foxx e Quvenzhané Wallis (a guria que concorreu ao Oscar de melhor atriz por Indomável Sonhadora em 2013), filme baseado em um musical de muito sucesso da Broadway dos anos 1970, que virou filme nos anos 1980. No musical e no filme de 1983, Annie é uma órfã ruivinha que vive na Nova York dos anos 1930, no meio da Grande Depressão. Já deu pra ver que a coisa mudou um pouquinho, né?
Bom, o filme ganhou uma boa repaginada: Annie já não é ruivinha (e a produção foi criticada na época em que essa informação foi divulgada), se bem que o filme começa com uma Annie ruivinha apresentando um trabalho em sala de aula. Mas logo somos apresentados à nova Annie e ao seu novo contexto histórico: nada mais de Depressão, New Deal e roupas de época – a menina vive na Nova York de hoje. Mas ela ainda é uma órfã que mora com outras meninas em um orfanato comandado pela infeliz senhorita Hannigan (Cameron Diaz, fazendo o que sabe fazer melhor: mulheres más!). Daí ela acaba indo morar com um bilionário (no musical e no filme de 1983, o cara era um sujeito careca e branquelo, mas agora temos Jamie Foxx!), que primeiro quer usar a menina (nada melhor que um futuro prefeito de Nova York que cuida das crianças órfãs da cidade, né?), mas acaba gostando de Annie e tal. E o resto você já consegue adivinhar, né?
Achei o filme muito bonitinho, e as músicas (algumas são clássicas do show da Broadway, e outras são novas composições) aparecem em uma frequência boa, quase fazendo você esquecer que está assistindo a um musical. É um filme de Sessão da Tarde, fofo e tal, com uma história previsível, mas alegre, dinâmica e com uma menina que convence. A música mais conhecida, “Tomorrow” (ouça aqui https://bit.ly/1BnyNfh), ficou muito linda na voz da Quvenzhané, e as cenas de dança e música (estilo musical dos anos 1950) estão uma gracinha. Posso até dizer que estão empolgantes, assim mudo um pouco meu vocabulário nesta resenha, porque se eu usar mais um adjetivo fofinho, vou morrer de overdose de açúcar.
Bom, o filme tá valendo a pena, a criançada vai gostar, e você vai sair feliz, cantando e dançando da sessão 🙂

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AUTOR

Melissa Correa

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