Três Horas para Viver

(2026) ‧ 1h38

Uma corrida contra o tempo que não reinventa a ação

Felipe Fornari

Três Horas para Viver, dirigido por Scott Waugh, é aquele filme de ação que segue à risca o manual hollywoodiano: perseguições espetaculares, um mocinho de passado turbulento, um vilão determinado e uma dupla improvável que rende alívio cômico. Não há nada de novo na fórmula.

A trama acompanha Hank Malone (Alan Ritchson), ex-soldado que trabalha como entregador de alto risco. Sua missão é transportar um fígado em menos de três horas para salvar uma menina de sete anos que aguarda o transplante. Para isso, ele precisa acompanhar o médico Ben Bishop (Owen Wilson). Ben tem a personalidade falante e cômica, em contraste com a postura reservada de Hank, contraste que forma a dupla improvável e infalível, a aposta cômica do filme. A situação se complica quando o carregamento do fígado se torna alvo de um grupo do tráfico colombiano liderado por Damián Zaldívar (Rodrigo Santoro), que quer o órgão para salvar a própria mãe.

Dos pontos positivos, destacaria as atuações e as paisagens. Apesar de tudo ser bem caricato, as atuações são ótimas, com destaque para Rodrigo Santoro (sim, nosso orgulho nacional), que está espetacular no papel do vilão, com uma presença marcante, falando em português, espanhol e inglês. Alan Ritchson encarna bem o papel de “os brutos também amam”, o sujeito durão que tem coração. Já Owen Wilson é o ponto de alívio da tensão, com seu humor característico, em um personagem que não exige muito mais do que isso. A maior parte do filme se passa na Austrália, e o final nos brinda com Paris.

Não é um filme que vai reinventar o gênero, nem se propõe a isso. É uma ação clichê, sim, mas bem executada, com elenco competente e um vilão que merece atenção (nosso grandioso Santoro). Para quem busca entretenimento descompromissado, funciona. Para quem espera originalidade, é melhor ajustar as expectativas.

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