O Refúgio, lançado pela Angel Studios, é mais um daqueles filmes pós-apocalípticos que tentam misturar ação, drama e uma mensagem de esperança. A história começa com o mundo entrando em colapso, uma Terceira Guerra Mundial se inicia com ataques nucleares, falta de energia, comida e segurança. Nesse cenário, famílias tentam sobreviver criando uma comunidade isolada que vive sob regras com foco total na sobrevivência.
O protagonista Ian (Neal Mcdonough) tenta manter tudo sob controle como um general. Porém a grande virada acontece quando sua esposa assume o comando e decide seguir por um caminho inesperado. Ao invés de endurecer ainda mais, ela aposta na generosidade. Pode parecer sem sentido num mundo destruído, mas essa é justamente a mensagem do filme: em tempos difíceis, quem ajuda e compartilha tem mais chance de seguir em frente.

O problema é, tudo isso é contado de forma bem rasa. A história tem boas ideias, mas parece mal desenvolvida, correndo com situações importantes e deixando pontos soltos. As atuações são muito fracas e não ajudam a dar profundidade ou verdade aos personagens. O tom piegas, típico das produções da Angel Studios, está bem presente. Com falas forçadas e momentos emocionais que tentam tocar o espectador, mas acabam soando artificiais.
Vale ressaltar que este não é um filme isolado. O projeto faz parte de uma estratégia ambiciosa do estúdio que é tornar o filme em introdução a uma série do mesmo nome. A ideia é que o longa sirva como ponto de partida para um universo maior, onde os conflitos apresentados sejam mais explorados. Ou seja, o que no filme parece raso ou apressado pode ser apenas o começo de algo mais amplo.

Mesmo assim, O Refúgio entrega exatamente o que se espera de um filme dessa categoria: roteiro simples, cheio de mensagens positivas e uma crítica leve sobre os rumos da sociedade. É uma distopia? Sim. Para quem curte esse tipo de abordagem mais sentimental e com fundo moral, pode funcionar.







