“Fugindo das amarras da vida, a surfista Zephyr se vê presa em um horror marítimo ao acordar no porão de um barco de um serial-killer”.
Escrito por Nick Lepard, dirigido por Sean Byrne, com cinematografia de Shelley Farthing-Dawe, música de Michael Yezerski e estrelado por Hassie Harrison (Yellowstone), Jai Courtney (O Esquadrão Suicida), Josh Heuston (Heartbreak High: Onde Tudo Acontece), Ella Newton, Liam Greinke e Rob Carlton, Animais Perigosos é um terror de sobrevivência, com pitadas angustiantes de suspense psicológico, e co-produzido por Estados Unidos e Austrália.
[AVISO]: Para uma melhor experiência, NÃO ASSISTA O TRAILER. Fui às cegas, na cabine de imprensa, – proporcionada pela Espaço/Z – e algumas cenas me surpreenderam bastante. Chegando em casa, após escrever a crítica, resolvi dar uma olhada no trailer, e ele é bastante revelador.

Apesar de ter boas sequências e atuações, é um filme mediano, não dá pra negar. Metade do tempo o filme é bom, interessante, e envolvente, no entanto, nos outros 50% é um filme fraco, com soluções preguiçosas, e em alguns momentos, bastante inverossímeis. Tanto aquilo que é bom, quanto o que é ruim, se diluem ao longo da película.
Como pontos positivos a serem destacados, temos momentos intensos de antecipação, de perseguição, horror de sobrevivência, e também daquele bom suspense psicológico, tudo isso proporcionando uma experiência satisfatória, assim como cenas chocantes..
Na maior parte do tempo os efeitos visuais e especiais são bem feitos, assim como as locações, paisagens e figurinos.
O núcleo de atuação é bem enxuto, com isso não tem tanta coisa assim acontecendo, e acho que isso proporcionou que os atores pudessem se entregar mais aos papéis, entregando boas atuações, sobretudo dos dois personagens principais. Com destaque maior para Jai Courtney que deitou e rolou em cima do papel.
Já os pontos negativos, são bastante proeminentes.

É notável que o roteiro traz soluções muitas vezes inverossímeis, e isso nos tira de dentro do filme, principalmente no terço final.
Apesar da atuação de Hassie ser destacável, a personagem Zephyr traz muito daquele arquétipo “Mary Sue”, principalmente no aspecto de sempre saber de tudo, ou como tem que agir em determinada situação. É praticamente um Ex Machina ambulante.
Por fim, eu acho que faltou trazer mais do clima “litorâneo”, assim como um pouco mais de identidade “Australiana”.
Animais Perigosos é um entretenimento satisfatório, um horror de sobrevivência que traz elementos de mar, psicopatia, casualidade e serial-killer, e que apesar de cair no âmbito de filmes medianos, tem lá seus momentos para surpreender. Além disso, traz uma mensagem de que nem sempre as coisas saem como esperamos.
Crítica posta, minha nota é de 2,5 de 5.








