As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas

"As Aventuras de Tadeo 2" parece um filme para o pai levar o filho ao cinema

21.12.2017 │ 11:24

21.12.2017 │ 11:24

"As Aventuras de Tadeo 2" parece um filme para o pai levar o filho ao cinema

Segundo filme de uma espécie de versão espanhola cômica e animada de Indiana Jones, As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas, é apenas uma continuação da história do explorador e seus amigos que conhecemos no primeiro filme de 2012. Agora voltamos a topar com ele em uma aventura de corte muito semelhante, com os mesmos padrões, tanto nas virtudes como nos defeitos do longa anterior, que nesse caso recebem um upgrade.

Tadeo Jones viaja até Las Vegas para assistir à apresentação da última descoberta da arqueóloga Sara Lavroff: um papiro que atesta a existência do Colar de Midas, o mítico rei que convertia em ouro tudo que tocava. Mas o feliz reencontro é interrompido quando o malvado Rackham sequestra Sara na busca de encontrar o colar e conseguir infinitas riquezas. Ao lado de seus amigos, do papagaio Belzoni e seu cão Jeff, Tadeo terá que usar de todas as suas habilidades para resgatar Sara, numa viagem por meio mundo, enfrentando perigos e lutando contra vilões.

Tecnicamente o resultado é melhor que o filme anterior. As texturas, as luzes e as paisagens apresentam mais qualidade, mesmo que haja elementos que poderiam ser melhores, como alguns líquidos, fogo e cabelos. As paisagens, sobretudo as construções estão impecáveis, mas não são suficientes para suprir a direção excessivamente convencional que não suporta o peso de um humor bobo para um público mais crescido.

Se o primeiro filme já se submetia às fórmulas do cinema de animação hollywoodiano, sua continuação reforça essa característica. Então não estranha que o personagem cômico secundário, a Múmia, chame mais atenção que o mocinho e a mocinha. De via cômica à lá Jim Carrey, o personagem, que aparece no final do primeiro filme, traz um humor caricato e pastelão à animação, porém é o personagem mais icônico do filme. É ele que dá vida e ritmo à trama, tornando-o, talvez, mais interessante ao público infantil. Se bem que ademais da múmia, há outros dois personagens cômicos, o cão e o papagaio, que adicionam ainda mais graça, e, como já dizia a sabedoria popular: tudo que é demais enjoa.

Além disso, há que se mencionar a personagem Sara que, mesmo sendo forte e atuante, é caracterizada com roupas coladas, deixando à vista formas bem marcadas de seu corpo, o que soa como objetificação, mesmo que de maneira menos grotesca, afinal é um filme infantil. De todo modo fica a dúvida: A intenção é que os papais levem seus filhos e possam ter alguma coisa que lhes interesse para ver?

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