Astrágalo

24.03.2016 │ 11:54

24.03.2016 │ 11:54

O filme Astrágalo, adaptação dirigida por Brigitte Sy a partir da autobiografia publicada em 1965 de Albertine Sarrazin, já teve outra versão em 1968 pelo diretor Guy Casaril.
A nova adaptação é um relato elegante e cruel que narra a vida de prostituição de Albertine. O roteiro é uma mistura por vezes suave e em outas bastante cruel entre delinquência e amor, exposta nos fragmentos do dia-a-dia de um casal de bandidos.
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Interpretada pela atriz Leila Bekhti (O Profeta), Albertine narra seu relacionamento com Julien (Reda Kateb, de A Hora Mais Escura), também criminoso, e sua história de crimes e prostituição nos arredores de Paris. Albertine nos conduz por suas ações e nos deixa consternados pela visceralidade de seus sentimentos e pela maneira como maneja seus dias e expressa suas emoções.
Nossa anti-heroína nos mostra que dentre as catástrofes que podem ocorrer nada se compara aquela que nos devasta e deixa solitários por perder um grande amor.
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O ritmo, concebido como uma ode à Nouvelle Vague, fica um tanto rarefeito em alguns momentos mas me parece adaptado para os dias de hoje; nos deixa confusos, mas para os amantes do gênero é um ótimo presente. A trilha, algumas vezes instável, é bastante suave e colabora com o ar suave e ácido proposto pela personagem principal. Astrágalo ainda conta com a breve participação de Louis Garrel (Os Sonhadores), que não por acaso, é filho da diretora.
Astrágalo retrata o amor na vida dos dois protagonistas, de forma fluída e orgânica, mesmo que em meio a delinquências.
Nota:

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