Avatar

"Avatar" vale a jornada para esse universo fantástico de James Cameron

17.12.2009 │ 12:59

17.12.2009 │ 12:59

"Avatar" vale a jornada para esse universo fantástico de James Cameron

Raramente, se tratando de cinema, alguém se envolve de tal forma em um projeto, gastando tanto tempo e dinheiro para desenvolver a tecnologia em prol de sua arte. É o caso de James Cameron, que não dirige nenhum filme de ficção desde Titanic, sucesso inalcançável de bilheteria.

Mais de 15 anos na esteira, mais de US$ 300 milhões depois, o cineasta chega aos cinemas com o seu ecológico Avatar. E o filme é diferente de tudo que já se viu, plasticamente.

Apresentando um mundo silvestre chamado de Pandora, onde as florestas têm uma beleza tropical exótica, com montanhas flutuantes e plantas bioluminescentes, o filme chega inovando a tecnologia, utilizando-se do 3D para colocar o espectador no meio desse mundo, ao lado de seus nativos moradores.

Os Na’Vi, gerados por computação gráfica, baseados nas interpretações dos atores, são totalmente foto-realistas. A impressão que se tem é que ao sair do cinema, poderemos encontrar um daqueles seres de 3 metros de altura na rua.

O embate do filme faz com que a plateia reflita sobre suas ações e do que o ser humano é capaz. Enquanto os Na’Vi tentam defender sua terra por amá-la e principalmente respeitá-la, os humanos que lá chegam pensam apenas em explorar o planeta e extrair até a ultimo recurso que dê o retorno financeiro desejado aos mesmos.

Para isso, são criados corpos semelhantes aos da espécie de nativos, controlados à distância por cientistas e contratados do exército. São os tais “avatares”. Essencialmente, são espiões bem elaborados, para aprender sobre os costumes do povo, e assim, negociar uma possível rendição para que os recursos sejam explorados sem que haja uma guerra entre o povo Na’Vi e os humanos.

O roteiro, por sua vez explora, o já manjado confronto entre duas raças e a reação humana ao desconhecido. Mas isso não incomoda. A viagem para Pandora, através da interpretação dos atores, verdadeiramente comedida, recheada por efeitos e inovações técnicas, vale cada segundo das quase três horas de projeção.

Ao fim da projeção, fica aquele gostinho de quero mais. E, segundo Cameron, duas continuações são projetadas. Se verdade: eu VEJO vocês lá!

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