Bye Bye Jaqueline

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“Bye Bye Jaqueline” é mais uma comédia nacional

As confusões de um grupo de adolescentes podem não ser a trama mais interessante para um longa, mas Bye Bye Jaqueline com certeza é uma comédia bem divertida.

Jaqueline (Poliana Oliveira) é uma menina de 16 anos que divide seu tempo entre os estudos e o time de vôlei da escola onde é bolsista. Ela desenvolve uma paixão por um colega, Fernando (Victor Carlim), e conta com sua melhor amiga, Amanda (Gabrielle Pizzato Santana), para ajudar a conquistá-lo, sem saber que não só a própria amiga já teve um rolo com ele como existe um outro colega, Marchesi (Leonardo Oliveira) que está interessado nela.

Quem for ao cinema precisa estar preparado para uma sessão com errinhos, mas que não deixa de ser verdadeiramente engraçada. Quando assistimos ao filme, é fácil de perceber que apesar da ambientação estar adequada, tanto no que diz respeito à escola quanto às outras locações e cenários em geral, os outros elementos que compõem o filme ficaram a desejar.

Diálogos não convencem muito, erros de continuidade, interpretações que passam muito longe da realidade, mesmo que por brincadeira (detalhe para manchas de sangue em cenas de flashback), enquadramentos em mensagens de texto e bilhetinhos de papel (não podia ser um pouquinho menos óbvio do que um close?) e uma falta de questionamento por parte das meninas sobre as ações dos colegas é de dar raiva, que criaram essas pequenas lombadas no decorrer do filme. Além disso, o final deixa várias pontas soltas, mas nada grave.

Mesmo com todas essas questões, graças principalmente aos personagens dos atores Gabrielle Santana e Wellington Sari, a Amanda e o professor da turma, foi adicionada uma incrível dose de humor que conduz a narrativa e “salva todos” no final. Já vale assistir primeiro pelo incentivo ao filme e segundo pelo entretenimento.

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AUTOR

Thais Wansaucheki

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